Notícias
DNOCS discute obras com reassentados do Tabuleiros de Russas e açude Figueiredo
Uma delegação de reassentados do perímetro irrigado Tabuleiros de Russas e
do açude Figueiredo discutiu nesta quinta-feira com a diretoria do DNOCS medidas
relacionadas a moradias e áreas de produção nos dois empreendimentos. O encontro
teve a participação do diretor-geral do DNOCS, Emerson Fernandes Daniel Júnior,
dos diretores Glauco Mendes, de Infraestrutura Hídrica, e Laucimar Loiola, de
Desenvolvimento Tecnológico e Produção, do coordenador de Projetos Berlan
Cabral, do engenheiro chefe da Fiscalização das obras da segunda etapa do
projeto Tabuleiros de Russas, Felipe Cordeiro, e do procurador federal Felipe
Carvalho.
O processo da licitação para as obras para a construção de três núcleos
habitacionais no projeto Tabuleiros de Russas, que tramitava na Procuradoria,
será liberado ainda nesta quinta-feira, informou, na ocasião, o procurador
Felipe Carvalho. Com o parecer emitido pela Procuradoria, o passo seguinte será
a homologação da licitação e a assinatura do contrato com a empresa vencedora.
Em seguida será dada de imediato a ordem de serviço para a execução das obras,
caso não haja questionamento judicial do resultado.
Uma nova reunião dos diretores do DNOCS com os reassentados do Tabuleiros de
Russas ficou agendada para o dia 10 de outubro, a ser realizada no refeitório do
canteiro da empresa Andrade Gutierrez, em Russas. No encontro será informada a
localização dos núcleos habitacionais e da área de produção coletiva com lotes
de 3 a 4 hectares.
Um pleito emergencial de instalação de cisternas para atender as 200 casas
construídas para os assentados do açude Figueiredo será levado por Emerson
Daniel e Glauco Mendes na próxima segunda-feira à Defesa Civil no Ministério da
Integração. Logo na quarta-feira a resposta será dada à representação dos
assentados, informaram os diretores.
Damiana Alves, do Movimento dos Atingidos por Barragem, que reside na área
do açude Figueiredo, informou que 45 das residências construídas pelo Idace com
recursos de convênio com o DNOCS continuam sem energia elétrica e água. Segundo
Emerson Daniel, tentativas foram feitas para agilizar as obras do convênio com o
Idace que não estão fluindo do jeito que o DNOCS deseja.
Diego Gadelha, da Cáritas em Limoeiro do Norte, sugeriu que o DNOCS seja
mais incisivo com o Idace e faça uma nova reunião com o órgão para que
estabeleça um cronograma de execução das obras. Ficou acertado, no encontro,
para o DNOCS agendar para o dia 2 de outubro reunião com o Idace com o objetivo
de discutir as pendência nas obras para atender aos reassentados da barragem
Figueiredo.
Ficou acertado ainda, por solicitação da delegação dos assentados, que o DNOCS
enviará no dia 1º de outubro uma inspeção técnica às obras das agrovilas do
açude Figueiredo, para a qual Emerson Daniel disse que o Idace será convidado a
participar. Pelo convênio firmado com o DNOCS, o Idace tem por responsabilidade
construir as casas, fornecer cestas básicas e implantar as áreas de produção
para os reassentados.
As 20 casas adicionais a serem construídas, compromisso firmado por ocasião
da inauguração da barragem Figueiredo, em junho, estão para ser licitadas pelo
próprio DNOCS, informou Glauco Mendes. O diretor de Infraestrutura disse que
enviou para o governo do estado o projeto de rede elétrica para atender as 45
casas ainda sem energia.
Os resultados de todos os encaminhamentos serão apresentados em reunião dos
diretores do DNOCS com os reassentados do açude Figueiredo na quadra da Vila São
José, uma das três construídas para atender os atingidos pela barragem. A
delegação dos reassentados solicitou dar prioridade no abastecimento de água
para as 45 residências.
Em janeiro de 2014 o Idace tem responsabilidade de prestar contas do
convênio do DNOCS, das ações realizadas e do que fez com os recursos, afirmou
Emerson Daniel. Segundo foi informado na reunião, o Idace descumpriu cláusula
relacionada à remoção de um cemitério.