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DNOCS dá palestra sobre Infraestrutura Hídrica na Frutal
O DNOCS participou da palestra ‘a Infraestrutura Hídrica no Semiárido para
os Próximos 20 Anos’, que foi tema do Seminário Setorial, parte da programação
da 20ª Semana Internacional de Fruticultura Floricultura e Agroindústria
(FrutaL), que acontece de 9 a 12 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará
(CEC), em Fortaleza. O tema foi discorrido por servidores da Companhia de
Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do
Ministério da Integração Nacional (MI), e da Companhia de Gestão dos Recursos
Hídricos (COGERH). A palestra aconteceu, na terça-feira (10/9), na Sala 4, do
Mezanino 1, do CEC.
A palestrante, Thereza Christina Citó César Rêgo, que é especialista em
Infraestrutura Sênior, e faz parte do Grupo Gestor do Programa Aceleração do
Crescimento (PAC), iniciou dizendo que a infraestrutura hídrica no semiárido
aborda as seguintes atividades: planejamento das ações; ampliação da oferta de
água; operação e manutenção; gestão do uso da água e desenvolvimento
tecnológico.
Que o ‘ATLAS NORDESTE’ produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA),
aponta alternativas técnicas com garantia hídrica e sustentabilidade
operacional, para municípios com população urbana superior a 5.000 habitantes,
num total de 1.356 cidades, para uma população global de 35 milhões, sendo que
95 por cento deste numero pertence a região urbana.
Já o ATLAS BRASIL, traçado também pela ANA, com vista ao diagnóstico e
planejamento nas áreas de recursos hídricos e saneamento, com foco na garantia
da oferta de água para o abastecimento das sedes urbanas em todo o País, executa
ou calcula: avaliação dos mananciais e sistemas de produção de água e indicação
das principais obras e ações de gestão para o atendimento das demandas até 2025;
indicação das ações de coleta e tratamento de esgotos necessários para a
proteção da qualidade das águas dos mananciais, e custos das soluções propostas
e os arranjos institucionais mais indicados para viabilizá-las.
Thereza Citó, ressaltou a importância de ampliar a oferta d’água, observando
as seguintes questões centrais: complementação da infraestrutura hídrica nas
diversas bacias hidrográficas por meio da implantação de novos reservatórios e
dar mais eficiência aos sistemas de gestão; ampliação da rede de adutoras
regionais para o atendimento dos grandes e médios centros urbanos; promoção da
interligação de bacias, e o desenvolvimento de sistemas de atendimento à
população difusa, incrementando o acesso à água.
Com referência as ações de combate à seca desenvolvidas pelo DNOCS, com
recursos do PAC, a especialista informou que são: a instalação de 60 mil
cisternas para captação de água de chuva; perfuração e instalação de 600 poços;
instalação de 800 poços; execução de 940 sistemas simplificados de abastecimento
de água e construção de 385 barragens subterrâneas. “O DNOCS está se apropriando
de novas tecnologias, com objetivo de monitorar as
mudanças climáticas, e de posse dessas informações poder executar melhor as
ações pertinentes a Gestão de Infraestrutura Hídrica", declarou Thereza Citó.
Nas considerações finais a técnica falou da necessidade de adoção de
critérios técnicos na tomada de decisões; mais governabilidade e menos
assistencialismo; maior coesão das forças políticas (formulação de políticas
públicas e alocação dos recursos no OGU); fortalecimento do DNOCS como executor
dessas políticas e indutor da comunicação com a sociedade, na construção de um
processo de gestão participativa; priorização de programas educativos,
ambientais e de convivência com o semiárido; redirecionamento nos investimentos
em Ciência e Tecnologia, e que segurança hídrica é primordial para o
desenvolvimento regional, a inclusão social e a construção da cidadania no
Semiárido nordestino.
Estiveram presentes estudantes de engenharia, agronomia, nível médio,
empreendedores do setor hídrico, e outras categorias.