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Ministro inaugura barragem Figueiredo e dá ordem de serviço para fazer o açude Fronteiras
As duas bombas na casa de válvulas da barragem Figueiredo, que armazena mais
de 12 milhões de m³ dos 520 milhões de m³ da sua capacidade, foram acionadas
sexta-feira, pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra e pelo
governador do Ceará, Cid Gomes, na inauguração da obra construída pelo DNOCS. A
água no rio Figueiredo voltou a correr com a vazão de 4,4 m³ por segundo, que
tão logo aumente o estoque armazenado vai permitir irrigar as terras férteis dos
baixios nos 25 Km ao tornar perene o curso até o rio Jaguaribe.
A maior área da bacia do açude, 54%, cobre terras do município de Iracema,
onde foi realizada a solenidade; 14% ficam em Alto Santo e 22% em Potiretama. Na
inauguração, na presença do diretor geral do DNOCS, Emerson Fernandes, foi
anunciado pelo ministro que a presidente Dilma Rousseff autorizou a ordem de
serviço para a construção da barragem Fronteiras, em Crateús, assinada por
Fernando Bezerra, Cid Gomes, os senadores Inácio Arruda e José Pimentel, que
ajudaram na liberação de recursos.
Prestigiaram o evento os diretores de Infraestrutura Hídrica, Glauco
Fernandes e Ivan Claudino, administrativo, o secretário nacional de
Infraestrutura Hídrica, Francisco Teixeira, deputados estaduais e secretários do
governo estadual.
A barragem Fronteiras será a primeira do DNOCS licitada pelo Regime
Diferenciado de Contratação (RDC), modalidade criada em 2011 para acelerar as
obras da Copa, que foi estendida às obras do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC). O resultado da licitação será divulgado no dia 12 de julho,
disse Ivan Claudino. A obra será executada em 36 meses, três anos, com preço
inicial de R$ 171,3 milhões, valor que deverá baixar no processo de concorrência
entre as empresas.
O Nordeste precisa multiplicar investimentos como o Figueiredo e o
Fronteiras, disse Fernando Bezerra, ao lembrar que hoje o governo tem mais de 7
mil carros pipa mobilizados. “É uma luta encontrar água potável”, ele afirmou. O
ministro ressaltou o compromisso da presidente Dilma diante da seca atual que,
segundo ele, por mais severa que seja, não vai puxar o Nordeste para trás - a
região tem crescido mais que o país.