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Emerson Fernandes pleiteia novo perfil com orçamento, gestão na transposição, PCS e concurso
Diretor-geral do DNOCS defende atuação do órgão na liderança do combate à
desertificação.
O diretor geral do DNOCS, Emerson Fernandes, defendeu a mudança de perfil do
órgão com atuação na gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco
(PISF), concurso público, plano de cargos e salários e na liderança do
enfrentamento ao processo de desertificação. Também foi destaque a reivindicação
por um orçamento consistente, feita em seu pronunciamento no seminário centrado
nas proposta de reestruturação do Departamento, realizado na sexta-feira (dia
12) na sede do BNB, em Fortaleza.
Após ouvir a apresentação do secretário-executivo do Ministério da Integração
Nacional, Alexandre Navarro, Emerson Fernandes o convidou a uma nova reunião em
Fortaleza para fazer uma convergência de propósitos na elaboração conjunta do
projeto a ser enviado pelo governo para votação no Congresso Nacional. Na sua
fala, o diretor geral reafirmou a sua dedicação ao DNOCS, missão e luta, e à
luta de cada um dos servidores, a quem chamou de amigos.
“Defendemos os mesmos ideais com a mesma correção de propósitos que aprendi com
meus pais e transmito a minhas filhas, que se complementam com lealdade e
dignidade”, afirmou Emerson Fernandes. “No dizer de minha mãe, “quando você
assumir alguma coisa, vista a camisa e abotoe” – disse o diretor geral.
“É o que eu tenho feito no DNOCS: abotoado a camisa e lutado para que nós
possamos ter o DNOCS que queremos, pronto para assumir a nova gestão, de acordo
com os novos procedimentos atualizados de um novo século e do novo milênio. O
DNOCS que nós aprendemos no passado, sim, mas que queremos ver reproduzido no
futuro com mais intensidade e com maior força” - ele acrescentou.
A insistência na defesa do concurso público, diz Emerson Fernandes, não visa
apenas questão quantitativa, mas qualitativa. A questão envolve, segundo ele,
inclusive a mudança de perfil do órgão, porque ao longo dos anos o DNOCS está
deixando de ser o órgão que executava tudo, segurava o carrinho de mão e pegava
na enxada, para ter o foco na supervisão e na gestão.
“Estamos hoje num DNOCS que está centrado principalmente na gestão, na
supervisão, no planejamento, na elaboração de projetos, na fiscalização e
execução de obras”, afirma o dirigente. “Queremos o DNOCS executando projetos de
infraestrutura hídrica, barragens, adutoras, poços, mantendo, operando, gerindo,
atuando na gestão e na integração de bacias, aí inserindo também o Plano de
Integração do São Francisco”, assinalou.
Emerson Fernandes observou que quer o DNOCS capitaneando o enfrentamento do
processo de desertificação. “Sabemos melhor do que ninguém fazer isso, mantendo
também a realização de atividades e projetos em área de sua propriedade, a
irrigação, piscicultura e as pequenas centrais hidrelétricas”.
Segundo Emerson Fernandes, existe uma semelhança muito grande entre a proposta
do Ministério apresentada por Alexandre Navarro e o que pretende a gestão do
DNOCS. O diretor geral disse ver o secretário integrado no propósito de
fortalecimento do DNOCS desde o ano passado, quando considerou importante e
fundamental a sua luta e participação no caso da incorporação das “bolsas” ao
salário dos servidores do órgão.
Com base nas vários similaridades e pontos coincidentes encontrados nas
propostas do Ministério e do DNOCS, ele propôs a Navarro uma reunião com a
equipe do órgão em Fortaleza, para trabalhar na afinação das semelhanças,
eliminação de alguns pontos e esclarecimento de outros. O novo encontro, segundo
o diretor, possibilitará chegar “ao DNOCS que nós queremos - que poderá ser
também o DNOCS proposto pelo Ministério”.
“Acredito que possamos fazer essa convergência de propósitos e trabalhar nesse
caminho”, avalia Emerson Fernandes, com relação à data limite anunciada pelo
secretário para a entrega do proposta unificada. “Devemos entregar bem antes: no
dia 31 de agosto o projeto já tem que estar pronto para ser aprovado na Câmara”,
pontuou.
Para a execução da proposta do Ministério, todavia, Emerson Fernandes destacou
que o DNOCS precisa recompor o quadro de pessoal, realizar concurso público e
implantar o novo Plano de Cargos e Salários. “Concordo plenamente com o dr.
Alexandre Navarro: realmente, precisamos de um novo PCS, que seja mais
condizente, atenda nas nossas missões e possa revitalizar e descentralizar
muitas de nossas habilidades para cada uma das nossas superintendências”.
O diretor lembrou que tem pleiteado um poder efetivo para as representações
estaduais do DNOCS, Segundo ele, a capacidade de execução para realização do
trabalho em cada um dos estados não se resume ao fato de apenas passar do status
de Coordenação para Superintendência: “é também fazer com que a estrutura que
assiste tenha condições e envergadura para que esse trabalho seja bem feito”.
Para a realizar as tarefas do novo perfil do DNOCS, é preciso batalhar para ter
um orçamento mais consistente, mais reforçado do que o órgão tem hoje, assinalou
o diretor geral. “Temos tido sempre uma luta, quase que constantemente sem
sucesso absoluto. Pleiteamos um determinado valor e conseguimos um valor um
pouco menor, às vezes bem menor”, ele relatou.
Como exemplo, o gestor citou questionamento feito pelo coordenador de
Aquicultura e Pesca, Pedro Eymard Mesquita que sempre pede recursos para a
piscicultura, mas estes vêm de uma forma tão extremamente reduzida que ele
começa a ter de fazer determinadas mágicas para continuar a atividade. “A
piscicultura do DNOCS tem tantos marcos conquistados, é chamada inclusive a
outros países para explanar sobre as suas conquistas e os seus conhecimentos”.
observou.
A piscicultura, de acordo com o diretor-geral, está vivendo muitas vezes à custa
dessa abnegação de cada um de seus funcionários. “Temos encontrado essa
abnegação em todo o órgão”, disse ele. Emerson Fernandes contou ter aprendido
muito com os servidores do DNOCS, aprendido a gostar cada vez mais e a amar o
órgão, a sentir a sua importância. “Essa razão de ser vem do exemplo que vem de
cada um de vocês: essa luta constante que eu aplaudo e parabenizo”, afirmou.
Emerson Fernandes saudou o coordenador da bancada federal do Ceará, deputado
Antonio Balhmann, a todos os senadores, deputados federais e estaduais
presentes, e disse esperar contar com o apoio dos parlamentares. Ao deputado
Ariosto Holanda, com referência à implantação dos centros de valorização técnica
dos perímetros, que este propôs, o diretor disse que gostaria de retomar essa
luta e vê-los definitivamente implantados em cada um dos perímetros.