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Piscicultura gera 120 milhões e propõe aumentar para cem por cento sua capacidade de produção
O DNOCS fez em 2012 investimento de R$ 3,5 milhões na área de piscicultura que
gerou no ano passado R$ 120 milhões em valor bruto da produção de peixe. O dado
foi colocado nesta segunda-feira pelo coordenador de Pesca e Aquicultura do
DNOCS, Pedro Eymar Mesquita, em reunião com equipe do Ministério da Integração
Nacional e diretorias do Departamento para a discussão do Monitoramento
Estratégico das ações prioritárias dos cinco Eixos do Mapa Estratégico do
Ministério.
Pedro Eymar observou que apenas 20% a 25% da capacidade instalada das estações
de piscicultura do DNOCS são utilizadas. Mesmo assim, informou ter superado as
metas para 2012 com a produção de 36 milhões de alevinos, em vez dos 30 milhões
previstos, e a capacitação de mais de mil pessoas em piscicultura, quando foram
projetadas 400 treinamentos no ano.
O orçamento de R$ 100 mil colocado no plano operativo para este ano no
monitoramento estratégico, todavia, segundo o coordenador de Pesca e
Aquicultura, é insuficiente para pagar metade de um mês de custeio das estações
de piscicultura. O Centro de Pesquisa do DNOCS, em Pentecoste, que recebeu no
ano passado a visita do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, faz
parte da rede de unidades de piscicultura, que opera em conjunto com as novas
estações de Alagoas, em Jaramataia; Sergipe, em Graco Cardoso; Pau dos Ferros,
no Rio Grande do Norte e São Gonçalo, na Paraíba, entre outras que totalizam 14.
Na reunião, os técnicos do Ministério da Integração informaram que a visita do
ministro teve como resultado a inclusão da piscicultura nas ações estratégicas e
orientaram Pedro Eymar a colocar no orçamento um valor que seja suficiente para
operar com 100% da capacidade das estações de piscicultura. Ao informar que terá
reunião na próxima semana com o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo
Crivela, o coordenador do Dnocs foi orientado a pedir ao ministro da Integração
Nacional para interceder junto ao colega ministro no sentido de fortalecer o
pleito do DNOCS.
Segundo Pedro Eymar, para trabalhar com 100% da capacidade das estações de
piscicultura com a produção de alevinos e a capacitação profissional seriam
necessários R$ 16 milhões. Outros estados solicitam a criação de novas estações
de piscicultura e todo dia chega ao Departamento demandas por capacitação em
piscicultura, ele informou.
Todas as ações de DNOCS passam por um filtro para estabelecer o que é
estratégico e se encaixa nos cinco eixos definidos pelo Ministério da Integração
Nacional, explica Patrícia Bessa, que integra com Tácia Linard a secretaria
executiva do Grupo de Monitoramento Estratégico do DNOCS. O conteúdo selecionado
como estratégico é discutido em reuniões técnicas e sala com o ministro Fernando
Bezerra. Estes são os cinco eixos estratégicos definidos pelo Ministério:
superar desigualdades regionais e erradicar a miséria; ampliar e garantir a
eficiência da irrigação; garantir segurança hídrica; assegurar proteção civil e
implementar gestão eficiente, eficaz e efetiva.
A equipe técnica do Ministério da Integração Nacional que participou da reunião
nesta segunda-feira é composta por Gilberto Pompílio, Sonia Mendes e Patrícia
Esser. Duas consultoras do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco
(Iaupe), que faz o trabalho de acompanhamento e detém a metodologia adotada pelo
Ministério, Riane Menezes e Fernanda Cardoso, também vieram ao encontro, que
terá continuidade na terça-feira na sede do DNOCS.