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Açudes de pequeno e médio portes preocupam a CEST/CE
De acordo com o setor de monitoramento hidrológico da Coordenadoria Estadual do
DNOCS no Ceará (CEST-CE), as previsões da FUNCEME para o ano de 2012, continuam
sendo de 40% dentro da média histórica e, 25% acima desta média, portanto com um
percentual favorável de 65%, o que poderá levar os 65 reservatórios
administrados e monitorados pela Coordenadoria Estadual, ao extraordinário
volume de 90% de suas capacidades totais, ou seja, 13.600.000.000 m³, dos
15.147.000.000 m³, possíveis de serem armazenados, isto no final da quadra
invernosa , caso as previsões da FUNCEME se concretizem.
Segundo Luiz Paulino Pinho Figueiredo, da CEST/CE, como a quadra invernosa
ainda não se estabeleceu em termos de recargas significativas, alguns
reservatórios de médio porte preocupam e continuam em situação crítica, a saber:
Cedro: 21,67% da capacidade total, com 27.304.000 m³; Riacho dos
Carneiros/Manoel Balbino: 36,71% da capacidade total, com 13.650.00 m³;
Quixabinha: 14,54% da capacidade total, com 4.620.000 m³; Choró-Limão/Pompeu
Sobrinho: 32,71% da capacidade total, com 43.490.000 m³; Várzea do Boi: 23,96%
da capacidade total, com 12.440.000 m³ e Tejuçuoca: 25,90% da capacidade total,
com 7.280.000 m³.
Para ele, Cedro, Riacho dos Carneiros/Manoel Balbino, Quixabinha e Choró/Limão
preocupam mais por terem características comuns entre si, como bacias
hidrográficas pequenas e volumes afluentes médios anuais insignificantes, talvez
pela falta de estudos hidrológicos mais completos resultando em sua concepção,
em açudes superdimensionados,
Para se ter uma idéia, disse o técnico do DNOCS, que o Cedro, concluído em
1906, apresenta uma bacia hidrográfica de 224 km² e um volume afluente médio
anual de 19.700.000 m³, para uma capacidade de 126.000.000 m³, tendo sangrado
nos anos de 1924, 1925, 1974, 1975 e 1989; o Riacho dos Carneiros/Manoel
Balbino, concluído em 1985, apresenta uma bacia hidrográfica de 40 km² e um
volume afluente médio anual de 5.000.000 m³, para uma capacidade de 37.180.000
m³, ainda não apresentou nenhuma sangria, num período de 26 anos; o Quixabinha
por sua vez, concluído em 1967, apresenta uma bacia hidrográfica de 77,7 km² e
um volume médio anual de 6.080.000 m³, para uma capacidade de 31.780.000 m³,
tendo sangrando apenas no ano de 1986, isto num período de 44 anos; Já o Choró
Limão/Pompeu Sobrinho, concluído em 1934, tem uma bacia hidrográfica de 332 km²
e um volume afluente médio anual de 27.170.000 m³, para uma capacidade de
143.000.000 m³, sangrando nos de 1986 e 1989, num período de 78 anos.
Em relação aos açudes de pequeno porte, abaixo de 10.000.000 m³ de capacidade de
acumulação, relata Paulino, que eles estão também em situação crítica, com
volumes inferiores a 30% do volume total, como é o caso do Forquilha II com
11% e do Salão com 26,3% de armazenamento atual.
Ressalte-se que esses reservatórios, apesar de possuírem uma pequena capacidade
de acumulação, 3.400.000 m³ e 6.049.000 m³ respectivamente, preocupam porque são
muito importantes para as comunidades onde estão localizados, principalmente no
tocante ao abastecimento e/ou consumo humano e, à dessedentação de animais.
Com relação aos anos de sangria dos açudes citados, informa a equipe de
monitoramento hidrológico da CEST/CE, que os dados são os constantes nos
arquivos daquela Coordenadoria Estadual.