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Iniciada a instalação da Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce em Ibimirim -PE
A Unidade Demonstrativa (UD) do Programa Água Doce de Ibimirim no Estado de
Pernambuco que conta com a parceria do DNOCS através da Coordenadoria Estadual
de Pernambuco, SRHE/PE e Ministério do Meio Ambiente, teve suas obras de
instalação iniciadas e terá como Grupo Gestor a comunidade da Agrovila VIII do
perímetro irrigado Moxotó.
A área pertencente ao DNOCS foi disponibilizada ao Governo do Estado através
de Termo de Cessão, por atender aos critérios de criticidade do Programa e aos
condicionantes técnicos definidos a partir do poço salinizado, quais sejam:
vazão suficiente, população não abastecida por sistemas tradicionais, rede de
energia na proximidade, área disponível com topografia e solo adequados à
exigência para instalação da Unidade de produção com o uso dos rejeitos do
sistema de dessalinização.
O Programa Água Doce - PAD é uma ação do Governo Federal coordenado pelo
Ministério do Meio Ambiente através da Secretaria de Recursos Hídricos e
Ambiente Urbano, em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e
sociedade civil, tendo por objetivo o estabelecimento de uma política pública
permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano, promovendo e
disciplinando a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de
dessalinização ambiental e socialmente sustentáveis de populações de baixa renda
em comunidades difusas do semiárido.
Constituem a UD: a unidade de dessalinização, tanques de rejeito e de produção
de peixe e uma unidade de produção de Erva-sal (Artriplex) para arraçoamento
animal, depósito de ração, rebanho semoventes de caprinos, equipamentos para
preparo de silagem, além de ração para produção de pescado, que serão
financiados pelo Programa.
Ressalte-se que será prestado assistência técnica à comunidade e operadores
durante todo o processo até a autonomia do sistema. O objetivo dessa UD que será
inaugurada até novembro/2011 e conta com o apoio e financiamento do BNDES, é
demonstrar que os rejeitos dos dessalinizadores podem ter uma destinação segura
e ainda gerar receita para a comunidade e levar o sistema a sustentabilidade
ambiental e financeira, com o intuito de difundir tecnologias.