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Fernando Bezerra diz que pretende fortalecer os órgãos regionais
Em recente entrevista à revista Nordeste VinteUm, o ministro da Integração
Nacional, Fernando Bezerra Coelho, disse que, entre outras ações voltadas para o
benefício do Nordeste, propõe-se a fortalecer os principais órgãos voltados para
o desenvolvimento da região. Sobre o DNOCS, destacamos alguns trechos da entrevista:
Sobre o futuro do DNOCS: “Para mim foi uma grande alegria conhecer uma
instituição centenária que é o DNOCS, com relevantes serviços prestados ao
desenvolvimento regional. Certamente o DNOCS terá um grande futuro pela frente.
Nós vamos ter que fazer esse debate das atribuições e das tarefas que serão
reservadas ao DNOCS, à Codevasf, à discussão sobre o órgão que será responsável
pela gestão das águas do programa de integração e transposição do rio São
Francisco. É evidente que temos sugestões, fizemos uma avaliação com a
presidenta sobre como devem ser formados os quadros desses dois importantes
órgãos vinculados ao ministério da Integração Nacional, mas creio que o ministro
não pode falar antes da presidenta”.
Sobre proposta de mudança do nome do DNOCS: “Com certeza não será. Faremos todo
um trabalho para fortalecer, para valorizar, para discutir qual o papel, quais
as atribuições do DNOCS dentro dessa nova realidade que estamos enfrentando hoje
no Nordeste. O DNOCS tem uma forte expertise na construção de barragens, de
adutoras, na piscicultura, então, tem grandes contribuições para o
desenvolvimento do Nordeste”.
Sobre ausência de concurso público: “Na realidade o DNOCS envelheceu e não se
fez a renovação dos seus quadros. Ele sofreu muito com a sua extinção. Houve um
grande trabalho, uma grande mobilização da sociedade no sentido de evitar a sua
extinção e, portanto, as suas marcas do passado terminaram comprometendo muito a
capacidade de resposta do órgão, mas o nosso trabalho aqui é valorizar e
fortalecer essa instituição, sobretudo em respeito a sua história, aos serviços
que o DNOCS prestou ao longo de mais de cem anos. Eu estive com os diretores do
DNOCS, estive recebendo também a comissão de servidores. Na realidade, quando a
gente provocou a questão do nome do DNOCS, não era provocação da mudança do
nome, mas de que na evolução da história do DNOCS, houve uma evolução do
conceito de obras contra a seca, com o semiárido. Então, foi nesse sentido, de
que talvez tenha chegado o momento de mudar de nome. Não quer dizer mudar por
mudar, mas mudar o enfoque, a atribuição, mudar a visão que nós devemos ter em
relação a essa nova realidade regional”.