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Decidido em seminário as vazões médias de açudes na estação seca
Dentro do Programa de Gestão de Recursos Hídricos, que tem como objetivo básico
a racionalização do uso da água e a preservação de sua qualidade, e do meio
ambiente, a Cordenadoria Estadual do DNOCS no Estado do Ceará (CEST-CE)
participou através do engenheiro agrônomo Luiz Paulino Pinho Figueiredo, do
seminário de operação dos reservatórios federais, administrados e monitorados
pela Coordenadoria, realizado dia 09/06, no município cearense de Russas.
O encontro que contou com as participações do DNOCS, COGERH e Comitês de Bacias
do Jaguaribe e Banabuiú, tratou do planejamento e alocação de água dos açudes
Orós, Castanhão e Banabuiú, onde foi discutida a situação atual dos
reservatórios, e apresentados os cenários de demandas para a estação seca e
efetivada a aprovação da média de vazão a ser liberada neste segundo semestre,
onde o abastecimento humano, projetos públicos de irrigação e a perenização dos
rios Jaguaribe e Banabuiú foram priorizados.
Ressalte-se que preliminarmente aos seminários e reuniões de alocação de água
dos reservatórios federais, é elaborado o balanço hídrico dos açudes envolvidos,
levando-se em consideração a evaporação, as retiradas artificiais já
consolidadas, e as vazões regularizadas dos mesmos.
Para os vales já citados, foram apresentados os seguintes cenários, em relação
às vazões a serem liberadas: Orós, de 7,2 m³/s a 9,1 m³/s; Castanhão, de 17,0
m³/s a 19 m³/s; Banabuiú, de 8,5 m³/s a 10,5 m³/s.
Após explanações de técnicos do DNOCS, das gerências regionais da COGERH, foram
aprovadas pelos membros dos Comitês, as seguintes vazões médias a serem
praticadas na estação seca: - Orós : 7,2 m³/s, com a seguinte distribuição: -
Perenização do rio Jaguaribe, até a entrada do Castanhão: 2,9 m³/s (incluindo o
abastecimento da cidade de Jaguaribe); - Canal Orós-Lima Campos: 3,0 m³/s
(englobando o perímetro irrigado Icó-Lima Campos e a bacia do Lima Campos); -
Trasposição para o açude Feiticeiro: 0,5 m³/s; - Bacia hidráulica do Orós: 0,8 m³/s.
Castanhão: 19,0 m³/s com a seguinte distribuição: - Perenização do rio
Jaguaribe, permitindo a irrigação privada de 8.000 ha e a exploração da
piscicultura intensiva: 9,20 m³/s; - Eixão das Águas: irrigação de 1.200 ha de
culturas permanentes e 1.800 ha de culturas diversas do perímetro irrigado
Tabuleiros de Russas: 3,0 m³/s; - Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi: irrigação
de 2.000 ha de culturas permanentes e 1.600 ha de culturas diversas: 4,00 m³/s;
- Perímetro Irrigado de Jaguaruana; irrigação de 200 ha de culturas diversas:
0,20 m³/s; - Abastecimento humano: Jaguaribara, São João do Jaguaribe,
Tabuleiros de Russas, Limoeiro do Norte, Russas, Jaguaruana, Itaiçaba e distrito
de Jardim São José: 0,36 m³/s; - Canal do Trabalhador: 1,20 m³/s: e Grupo
Ipióca: 1,00 m³/s.
Banabuiú: 10,0 m³/s, com a seguinte distribuição - Perenização do rio Banabuiú
(demanda difusa): 2,0 m³/s; - Promovale: irrigação de 2.000 ha de culturas
diversas: 2.00 m³/s; - Perímetro Irrigado de Morada Nova: irrigação de 375 ha
de culturas permanentes, 2.200 ha de arroz e, 225 ha de culturas diversas: 4,0
m³/s: - Abastecimento humano: Morada Nova, Banabuiú e Ibicuitinga: 0,12 m³/s; -
rio Banabuiú: demanda difusa (jusante do perímetro irrigado de Morada Nova): 1,4
m³/s e bacia hidráulica do açude Banabuiú: 0,50 m³/s.
De acordo com o coordenador da CEST/CE, Eduardo Segundo, já foram elaborados
pela equipe de gestão de recursos hídricos dessa Coordenadoria, os balanços
hídricos dos vales do Curu (açudes: Pentecoste, General Sampaio, Caxitoré, Frios
e Tejuçuoca) e do Acaraú (açude Araras).