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Transbordamento das águas no Orós completa 50 anos
Aos 17 minutos do dia 26 de março de 1960 as águas decorrentes das chuvas
torrenciais extravasaram a parede do açude Orós em construção, lavando o maciço
e como resultado, não podendo resistir ao impacto do volume de água, houve uma
destruição parcial da parede. As águas subsequentes causaram violenta
enchurrada, levando grande parte da parede e consumaram uma tragédia que só não
foi maior devido ao trabalho dos técnicos e operários e o aviso das emissoras de
rádio que cobriam a iminente tragédia.
Em artigo publicado no jornal O Povo, o professor Pedro Sisnando Leite
afirma que o Departamento de Estudos Econômicos do Banco do Nordeste fez um
detalhado levantamento dos estragos daquele evento, concluindo que foram
afetadas diretamente 170 mil pessoas, correspondendo a 60% da região do baixo
Jaguaribe na época. Foram destruídas plantações, casas, fábricas, estradas,
pontes, entre outros estragos.
O presidente Juscelino Kubitschek esteve no Ceará três dias depois com o fim
de visitar as vítimas das inundações e ao chegar a Brasília autorizou a imediata
reconstrução da barragem e pagamento de indenizações pelos prejuízos causados.
Em 11 de janeiro de 1961 o açude do Orós era inaugurado com a presença do
Presidente.
Nas fotos ao lado, tiradas pelo 1º tenente e fotógrafo José Rastelli, de
cima para baixo: a barragem antes do rompimento, após o rompimento, a cidade de
Aracati inundada no dia 28 de março, a cidade de Limoeiro do Norte em 29 de
março e o presidente Juscelino partindo de Fortaleza para Orós a fim de
vistoriar os estragos.