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Pioneiro secular
A infraestrutura erguida pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas nos
nove estados nordestinos e no norte de Minas Gerais tornou possível e promissora
a vida na região mais seca do país. O suporte do desenvolvimento regional a que
assistimos, em pleno século XXI, está no gigantesco patrimônio de barragens, que
começou com o Cedro, em 1906, e atingiu seu ápice com a inauguração do Açude
Castanhão, o maior do Brasil para múltiplos usos, com capacidade para acumular
6,7 bilhões de metros cúbicos de água. Ao longo de cem anos, foram 326 grandes
barragens construídas. 27 bilhões de metros cúbicos de água. Com as barragens,
incontestavelmente, fundamentais para a fixação do homem na terra, o DNOCS
transformou a paisagem do semiárido, gerando uma cadeia de benefícios: peixes se
multiplicam, pesquisas em aquicultura são incentivadas, a irrigação leva
progresso ao campo, com 38 perímetros irrigados construídos pelo Departamento,
adutoras cortam o solo nordestino aumentando o acesso à água e reduzindo o
racionamento. E quando pensam que a capacidade do DNOCS se esgotar, ele
surpreende. Com a garantia dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento
- serão R$ 2 bilhões de reais até o ano que vem-, os canteiros de obras não param.
O DNOCS tem hoje quatro barragens em construção: Taquara e Figueiredo, no Ceará,
Piaus, no Piauí, Berizal, em Minas Gerais, potencializando a fartura hídrica, no
futuro, e garantindo, no presente, milhares de empregos diretos e indiretos.
Tudo é feito com rigor técnico, em minuciosas análises de topografia, estudos
hidrológicos e geológicos, sem falar das questões ambientais e sociais, para
minimizar os impactos.
A tecnologia permite que as barragens tenham longa vida útil, sejam eficazes e
seguras. Os avanços tecnológicos também ajudam a reduzir o tempo de execução das
obras e, consequentemente, os gastos. O Cedro precisou de 22 anos para ser
erguido. Hoje, tal demora seria inimaginável. Ao longo do último século, a
engenharia hídrica avançou mil anos em cem, perpetuando a relação entre homem e
água, e o DNOCS é protagonista nesta conquista.
Elias Fernandes Neto - Diretor geral do DNOCS
Fonte: Artigo publicado no Jornal Diário do Nordeste