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DNOCS apresenta pacotes tecnológicos para captação de recursos na SEAP
Cinco pacotes tecnológicos, fruto de pesquisas do DNOCS, prontos para
a aplicação pela sociedade, extraídos do banco de projetos da
Coordenação de Pesca e Aquicultura (CPA), foram apresentados nesta
quinta-feira no seminário de atração de parceiros institucionais para
financiar as atividades. Depois da apresentação, os projetos serão
encaminhados a instituições de fomento para a captação de recursos,
disse o coordenador da CPA, João Fontenelle.
O evento foi aberto pelo diretor de Desenvolvimento Tecnológico e
Produção do DNOCS, Felipe Cordeiro, pela secretária em exercício de
Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Teresa Mota, e pelo assessor
de Planejamento da Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura, Carlos
Alexandre Gomes de Alencar. Felipe Cordeiro destacou a importância das
pesquisa selecionadas pelo caráter da aplicação empresarial e
abragência dos benefícios sociais. Teresa Mota, por sua vez, colocou a
estrutura da Secretaria e do Instituto Centec à disposição para
difundir as tecnologias no interior.
O professor Osvaldo Carioca, da UFC, apresentou o projeto de
microalgas de açudes, que visa em primeiro lugar a alimentação e numa
evolução tornar autosustentáveis as comunidades em torno dos açudes.
Carlos Reidel, do DNOCS, mostrou os projetos do super macho da tilápia
e da sardinha de água doce, que estão prontos para ser repassados ao
setor produtivo, assim como o do camarão canela, exposto por Simone
Nunes, do DNOCS.
Jeanette Koch, professora do Instituto Centec, discorreu sobre a
necessidade de criação de um Centro de Referência de Água a ser
instalado no Castanhão. “Não temos no Nordeste nenhum centro de
pesquisa integrado que tenha uma complexidade total em termos de
análise de água”, disse ela, ao argumentar que a aquicultura depende
muito da qualidade da água.
Carlos Alexandre Gomes de Alencar disse que SEAP vê na iniciativa de
organização de projeto um passo necessário que busca quando está
querendo parceria com outra instituição. “Encontrar projetos aplicados
que estejam organizados numa lógica institucional foi o grande
diferencial que o Dnocs apresentou, ao ter uma interação com uma
fundamentação científica mas aplicada à realidade dos açudes, dos
empreendimentos de aquicultura sem perder a visão de todo”, observou.
O assessor da SEAP destacou que os projetos da sardinha de água doce e
do camarão canela têm uma fundamentação social muito grande pois têm
acessabilidade para a população ribeirinha, além de aplicação para a
grande escala industrial. Para Carlos Alexandre Gomes de Alencar, o
projeto do supermacho da tilápia, que visa abolir o uso de hormônio na
reversão sexual da espécie, tem um link com a linha de trabalho para a
obtenção de produtos sustentáveis. A possibilidade do pescado com o
selo orgânico levará no futuro a uma produção massiva, uma vez que a
tilápia é o carro-chefe da aquicultura no Ceará, assinalou.
A necessidade de controle e monitoramento da água pelo Centro de
Referência proposto para o Castanhão, conforme o assessor da SEAP, é
uma forma de se antecipar aos problemas que apareçam na qualidade do
reservatório. A SEAP, segundo ele, tem o Castanhão como foco no
desenvolvimento da aquicultura já com três parques aquícolas na
perspectiva de chegar a produzir 30 mil toneladas de tilápia no açude,
dobrando a produção atual do estado.
As normas de qualidade da água vigentes no Brasil são da década de 70
e originárias de países temperados, observa Alencar, ao defender a
necessidade de uma padronização dos parâmetros com base na realidade
regional. Apesar dos cortes orçamentários, previstos de até 70% dos
investimentos na SEAP, o assessor lembrou do convênio entre a SEAP e o
Ministério da Integração e da parceria com o DNOCS e Codevasf no
Programa de Integração de Bacias e pediu para os projetos serem
encaminhados.
“É uma grande qualidade para poder estar trabalhando com projetos
integrados e interinstitucionais”, disse Alencar ao avaliar os temas e
pacotes tecnológicos apresentados. Para ele, os projetos têm um
benefício direto na população que está no entorno dos açudes, o que
dinamiza a economia e a sociedade local. As pessoas que estão
assentadas, muitas vezes não têm alternativa porque não chegam
propostas de alternativas tecnológicas ou produtivas. Na próxima
semana, João Tavares, o consultor do DNOCS, irá a Brasília para dar
entrada nos projetos na SEAP, disse João Fontenelle.