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Coordenação de pesca do DNOCS apresenta banco de projetos de pesquisa para captação de recursos
O banco de projetos de pesquisa da Coordenação de Aquicultura e Pesca do
DNOCS foi apresentado nesta quinta-feira, 02, à secretária adjunta da Secretaria da
Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Teresa Mota e ao presidente
da Federação da Agricultura do Ceará (FAEC), Torres de Melo, na sede do órgão. O
coordenador de Aquicultura e Pesca, João Fontenelle, agendou com os dois
convidados uma reunião de trabalho no início de maio com instituições públicas e
setor privado, potenciais parceiros ou financiadores das pesquisas.
O evento, que será realizado em conjunto com a Secitece e com apoio da FAEC,
tem por objetivo captar recursos para execução das pesquisas. João Fontenelle
observou que o DNOCS há muitos anos desenvolve pesquisas nas áreas de
aquicultura e pesca que contribuíram para o desenvolvimento do Nordeste. Citou a
adaptação de peixes e camarão da Amazônia aos açudes do Nordeste, a reversão
sexual da tilápia e defendeu a retomada da pesquisa e desenvolvimento para
disseminar a inovação na Região.
Compõem o banco de projetos as pesquisas sobre microalgas de reservatórios
de água doce; a produção de super-machos de tilápia tailandesa gerados sem uso
de hormônio; a produção em cativeiro e industrialização da sardinha de água
doce, já iniciada no Centro de Pesquisas em Aquicultura do DNOCS em Pentecoste.
Destacou também a pesquisa com camarão Canela adaptado da Amazônia, já
apresentado aos empresários da Câmara Setorial do Camarão, e a continuidade dos
estudos com o camarão Pitu, que teve todo o ciclo de desenvolvimento em
cativeiro dominado pelo Centro de Pesquisas em Carcinicultura e precisa chegar
ao produtor.
O coordenador comentou ainda os projetos biomassa de artêmia, zooplancton
dos açudes, o Museu de Ictiologia e Atlas de Aquicultura. Outro projeto visa
tornar o Castanhão um laboratório de estudo de águas do Nordeste do Brasil para
gerar os subsídios que vão substituir os parâmetros científicos vigentes hoje e
que são baseados nas condições de clima dos países temperados.
Teresa Mota classificou como extremamente salutar a parceria com o DNOCS. A
Secretaria pode articular com o DNOCS as instituições de educação superior e
também as instituições de educação profissional, como é o caso do Instituto
Centec. “Pode agregar a competência já existente no DNOCS para avançar no que o
DNOCS já faz em matéria de pesquisa. Pode também aproveitar o que o órgão já tem
em matéria de desenvolvimento tecnológico e expandir isso, beneficiar um número
maior da população cearense através da difusão que o Instituto Centec poderá
fazer e vem fazendo”, afirmou.
Como exemplo, Teresa Mota citou a produção de cartilhas e cursos do Centro
de Pesquisa em Aquicultura e Pesca pelo Centec e a incubação de empresas,
lembrada por Torres de Melo. “É por isso que a gente pretende estar junto nesse
investimento do DNOCS”, afirmou.
Torres de Melo, que é também diretor de Logística e Infraestrutura da
Confederação Nacional da Agricultura, disse que “o DNOCS nasceu com a pesquisa e
para a pesquisa”. O momento, para ele, é uma espécie de retorno às origens.
“Quando o DNOCS adentrou na área de barragens, foi o pioneiro em tecnologia em
barragens de terra no Brasil. Depois quando adentrou na área da piscicultura,
trouxe as primeiras experiências com sucesso de adaptação de peixes de outras
regiões para o Nordeste, principalmente da Amazônia e a tilápia do Nilo”.
“O DNOCS querer retornar a essa origem, para mim é um motivo de grande
alegria. O que eu espero é que ele tenha sucesso e que encontre o apoio que ele
precisa”, afirmou Torres de Melo. Segundo ele, esse tem sido um sonho de todos
os últimos diretores desta Casa, fazer do Centro de Pesquisa em Aquicultura de
Pentecoste um grande local com áreas para residência e estágios para as pessoas
da universidade. “Na medida em que essas pesquisas lograssem sucesso, deve
transformá-las em produtos, com incubadoras ao lado daqueles que poderiam
assistir os incubados, levando para o interior o desenvolvimento que foi a
grande tarefa que o DNOCS fez até hoje”.