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Dnocs deslancha em fevereiro trabalhos de assistência técnica e extensão rural em 21 perímetros
O Dnocs inicia em fevereiro os trabalhos de campo da Assistência
Técnica e Extensão Rural (Ater) para pequenos produtores de 21
perímetros irrigados em seis estados. A diretoria de Desenvolvimento
Tecnológico e Produção reuniu nesta segunda-feira os coordenadores
estaduais do Dnocs, gerentes de distritos de irrigação e a Federação
de Apoio aos Projetos Irrigados do Dnocs (Fapid) com os dirigentes do
consórcio Magna/Cetrede, vencedor da licitação, para apresentar e
discutir a proposta de trabalho.
O diretor de Produção, Felipe Cordeiro, conclamou os coordenadores
estaduais, os gerentes dos projetos e chefes de unidades de campo a
participarem do processo com avaliação do trabalho que vai ser
executado em campo, apontando falhas quando não estiver sendo
eficiente. Segundo ele, a extensão rural vai além do cultivo de
plantas com a alocação de técnicos que tenham afinidade com as
culturas, envolve também o incentivo a vocações de determinadas
regiões, e abrange desde a escolha das sementes, comercialização e
organização de produtores.
Como exemplo de vocação regionalizada, o diretor citou o projeto
Tabuleiros Litorâneos, do Piauí, que tem o perfil voltado para a
agricultura orgânica. A licitação prevê a realização do trabalho
durante cinco anos – o contrato é de R$ 22.585.769,07 dos quais já
foram empenhados R$ 7 milhões.
De acordo com Felipe Cordeiro, a questão da qualidade e da capacitação
dos profissionais que vão prestar o serviço de assistência técnica é
consenso do Dnocs, da equipe de fiscalização do Órgão neste contrato e
no consórcio. A fiscalização está a cargo de Sebastião Ednir Menezes,
Amaury Reis Fernandes e Gerocilda de Oliveira Ramos.
O presidente da Fapid, Rogério Paganelli Junqueira, disse que vê
preocupação por parte do Comitê Gestor do consórcio de Ater em fazer
um serviço visando atender o objetivo que é a melhoria das condições
de trabalho em todos os perímetros. "Vejo compromisso das pessoas em
atender os perímetros na contratação dos técnicos, no que estão
precisando. O contrato da assistência técnica demorou mas veio em boa
hora e tem tudo para dar o resultado que queremos", afirmou.
Conforme Paganelli, a vigência do contrato vai proporcionar a
continuidade dos serviços. "Espero que o governo dê os recursos para a
Ater e a organização dos produtores. Esta coordenação e a DP estão
querendo propiciar a Ater dentro da qualidade possível. Enquanto eu
estiver na Fapid vou acompanhar para que o objetivo seja alcançado,
num trabalho com todos unidos", afirmou.
O coordenador estadual do Dnocs no Ceará, Eduardo Segundo, destacou a
importância da Ater em face do nível cultural dos produtores. "É um
programa ambicioso pela abrangência, que requer profissionais
competentes e bem pagos. Os técnicos terão de demonstrar capacidade
para conduzir esse programa", assinalou.
A proposta da Ater foi apresentada por José Ribamar Furtado de Souza,
coordenador geral, e Nonato Távora, o adjunto, ambos da UFC e do
Consórcio e por Cícero Tavares Germano, da Magna-Cetrede. Um comitê
gestor da iniciativa foi constituído pelo Consórcio, Dnocs e Fapid com
o objetivo de que todas as ações sejam compartilhadas, disse o
coordenador. Na reunião, que se estendeu pela tarde, foram
apresentadas a proposta do comitê, o modelo pedagógico e as ações
iniciais para receber ajustes, sugestões e críticas da platéia.
Nos seis estados, serão atendidos 6.235 pequenos produtores,
distribuídos pelo Ceará nos projetos Baixo Acaraú, Tabuleiros de
Russas, Jaguaribe/Apodi, Morada Nova, Icó Lima Campos, Araras Norte,
Curu-Pentecoste e Curu-Paraipaba. No Piauí, vão ser atendidos
pequenos produtores dos perímetros Tabuleiros Litorâneos, Lagoas do
Piauí, Caldeirão, Platôs de Guadalupe, Vale do Fidalgo e Gurguéia. No
Maranhão serão atendidos os projetos Várzea do Flores, Tabuleiros de São
Bernardo e Salangô; na Bahia os perímetros Vaza Barris e Brumado; no
Pernambuco o Moxotó e, na Paraíba, os pequenos produtores do projeto
São Gonçalo.