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ANA e Dnocs discutem uso do açude Forquilha, convênio e tanques-rede
A redução do volume de água no Açude Forquilha, hoje com 51,73% da
capacidade de 50,1 milhões de metros cúbicos, gerou controvérsias
sobre o uso do reservatório para fins de irrigação e piscicultura.
Diante deste quadro, com o objetivo de fazer um inventário ambiental e
dirimir disputas, será realizada na próxima segunda-feira, às 10h30,
reunião do Superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA),
Francisco Viana, com o diretor de Desenvolvimento Tecnológico e
Produção do Dnocs, Felipe Cordeiro, na sede do Órgão, em Fortaleza.
O coordenador de Pesca e Aquicultura do Dnocs, João Fontenelle, disse
que a reunião tem por objetivo encontrar solução diante da situação
precária da oferta de água, com a discussão de um plano de recuperação
que leve em conta os usos para abastecimento humano, irrigação e
piscicultura. Participam da reunião o prefeito de Forquilha, Edmundo
Rodrigues, o presidente do Comitê da Bacia do Acaraú, representantes
da Cogerh e da Semace. Também estarão no encontro Sebastião Ednir
Menezes, assessor do Dnocs e Antônio Eduardo Gonçalves Segundo,
titular da coordenadoria do Dnocs no Ceará.
O açude Forquilha foi construído nos anos de 1919 a 1928 com a
barragem do riacho Madeira, por requerimento de 1915 do então prefeito
de Sobral. Há registros de que o reservatório teve as primeiras
sangrias nos anos de 1939, 1940 e 1950. Com a construção de outros
açudes e barragens a jusante, todavia, alguns legais e outros legais,
ficou precário o abastecimento do reservatório, observa João
Fontenelle.
Às 14h30, Francisco Viana, Felipe Cordeiro e João Fontenele discutem o
convênio firmado pela ANA e Dnocs para estudos de caracterização de
reservatórios com vistas à elaboração de modelo matemático para
estimar a capacidade de suporte de açudes nordestinos para aquicultura
em tanques-rede. Técnicos dos dois órgãos vão debater o tema: Danton
Viana, da ANA, a consultora Jeanette Koch e, pelo Dnocs, a chefe do
Serviço de Fomento e Produção, Daury Gabriel de Sousa, o chefe do
Serviço de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Airton Rebouças
Sampaio, o Chefe do Centro de Pesquisa em Aquicultura de Pentecoste,
Pedro Eymard Campos de Mesquita e Francisco Jaime de Oliveira, técnico
baseado no Castanhão.
Será discutida também a implantação do Centro de Pesquisas em
Aquicultura no Castanhão para fazer estudos da água, temperatura e
composição, de modo a estabelecer os parâmetros técnicos prevalecentes
no clima e na ecologia da região. O estudo científico visa oferecer um
modelo alternativo aos padrões vigentes que são baseados em
características dos países de climas temperados.
Em seguida, a partir das 16h30, as equipes da ANA e Dnocs deliberam a
respeito de outorga para tanques-rede solicitadas para os açudes
Tejuçuoca, Riacho do Sangue e Itapebussu. De acordo com João
Fontenelle, a pesquisa da ANA e Dnocs irá produzir o conhecimento
científico necessário para subsidiar as decisões com relação à criação
de peixes em tanques-rede, ao fixar a distância, o nivelamento, e
povoamento de criatórios de acordo com o número de hectares de espelho
d'água, de modo ambientalmente sustentável.
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O dado de que o Forquilha está com 51,73% foi fornecido pela SRH.