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Diretor-geral divulga programação dos 100 anos do Dnocs
Elias Fernandes divulgou a programação das comemorações dos 100 Anos
do Dnocs, que vai culminar com a presença do presidente Lula no Ceará
no dia 21 de outubro de 2009, que está sendo agendada. "Sem o
presidente não teríamos o Dnocs revitalizado", disse ele. Enquanto há
10 anos a carteira de obras do Dnocs era de R$ 10 milhões, agora é
de R$ 1,5 bilhão até 2010.
"Tudo isso se deve ao presidente e à bancada do Nordeste sempre
vigilante e ao ministro Geddel Vieira, da Integração Nacional, que tem
apoiado permanentemente o Dnocs", afirmou Elias Fernandes. Nas
comemorações do centenário, segundo ele, serão realizados eventos no
Ceará e em todos os estados do Nordeste, em mais de 60 cidades onde o
Dnocs atua com obras de grande porte, com açudes acima de 1 milhão de
m3.
O diretor geral informou que o Dnocs lançará em 2009 o Livro do
Centenário, que vai mostrar as obras de diversas áreas. O órgão também
irá publicar livros científicos a exemplo dos dois lançados nesta
terça-feira - "Patologia dos Solos nas Barragens de Terra", de Luiz
Hernani de Carvalho e " A Salinização de Solos Aluviais em Perímetros
Irrigados no Estado do Ceará", de Evandro Bezerra.
Também serão lançados pelo Dnocs o Atlas dos perímetros e o Atlas da
Aquicultura. Os 38 projetos de irrigação do Dnocs somam hoje 50 mil
hectares, mas com as expansões chegarão a 80 mil hectares nos próximos
três anos, pontua o diretor-geral. Se correspondem dois empregos por
cada hectare irrigado, o Dnocs terá gerado 160 mil empregos na
irrigação.
De acordo com o diretor-geral, o Dnocs na piscicultura é referência no
Brasil e internacional com o Centro de Pesquisa de Pentecostes, com a
reprodução de peixe em cativeiro, hipofisação e adaptação da telápia
do Nilo, aclimatada ao Nordeste. Hoje o Ceará é o maior produtor
nacional de tilápia com 17 mil toneladas. Em quatro anos a produção
deverá dobrar, com o cultivo em tanques redes nos espelhos d'água do
Nordeste iniciado no Castanhão e Orós em parceria com a Secretaria
Nacional da Aquicultura e Pesca e a Agência Nacional de Água (ANA).
Segundo Elias Fernandes, o Dnocs conta com 325 açudes onde pretende
replicar o modelo da criação de tilápia em tanques-redes. A
aquicultura em quatro tanques-redes gera uma renda de R$ 1.200. "É uma
fábrica de empregos e geração de renda", comparou. O diretor-geral
informou ainda que será publicado um livro sobre barragens - O
Castanhão - e vai ser lançado um selo comemorativo aos 100 anos do
Dnocs.
Os mais de 40 volumes da Flora Brasiliense doados pelo rei Ferdinando
da Áustria a Dom Pedro II, que estão na biblioteca do Dnocs – obra
única no Brasil– serão restaurados, digitalizados e publicados na
Internet, disse Elias Fernandes. A obra, com desenhos a bico de pena
das espécies vegetais, constitui raridade no mundo, e vai poder ser
acessada pela Rede, uma das iniciativas da programação alusiva ao
Centenário do Dnocs.
Elias Fernandes defendeu a inclusão da obra do açude Taquara no PAC,
com apoio do governador Cid Gomes e da bancada federal. Após cinco
meses de iniciada, foram realizados 30% da obra que deverá ficar
pronta em agosto de 2009, se não faltarem recursos. Também está sendo
construído no Ceará o açude Figueiredo.
No Piauí, o diretor-geral informou que foi concluído o açude Piaus, a
primeira etapa do projeto de Platô de Guadalupe e iniciada a segunda
etapa com 14 mil hectares e o Tabuleiros Litorâneos, com 10 mil
hectares - o primeiro projeto de irrigação dedicado exclusivamente à
agricultura orgânica no Brasil.
O diretor-geral citou ainda a conclusão do sistema de telemetria do
Castanhão, a conclusão do Centro de Documentação do Dnocs, já
restaurado, que será o Museu do Semi-Árido. Mencionou ainda o Centro
de Processamento do Dnocs que irá monitorar todas as barragens e o
Mercadão do Produtor em Fortaleza, que comercializa a produção dos
irrigantes, sem intermediários. Elias Fernandes informou que inaugurou
a terceira etapa da adutora Acauã na Paraíba com o governador Cássio
Cunha Lima, a segunda etapa do perímetro São Gonçalo e estação de
piscicultura de Sousa.
Em Pernambuco, o diretor geral destacou a construção de três adutoras
e a contratação de dois perímetros no Rio Grande do Norte com 15 mil
hectares, que têm R$ 33 milhões assegurados no orçamento, em Santa
Cruz do Apodi e Mondubim. Também o açude Armando Ribeiro terá sistema
de monitoramento.
Na Bahia, ele destacou a pressurização do perímetro de irrigação
Brumado e a barragem do Rio das Contas. "Ainda temos muito o que
fazer. Se não fosse o Dnocs, que contribuiu para fixar o homem no
Nordeste, a população teria migrado", afirmou.