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Diretor do DNOCS aborda aspectos da irrigação
O diretor da Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico e Produção (DP),
do DNOCS, Felipe Cordeiro, aborda em artigo no jornal O POVO de
Fortaleza, aspectos referentes à crise de alimentos no mundo
desenvolvido e a carência de energia de fontes renováveis alternativas
ao petróleo, que constituem oportunidades para o Brasil. Acrescenta
que pelas dimensões de solos para agricultura sustentável, o País é
competitivo na produção de alimentos e biocombustíveis.
Dá ênfase para a infra-estrutura de irrigação que o DNOCS tem no
Ceará, com 34.779 hectares em oito perímetros irrigados, contando
com projetos de irrigação mais modernos, como o Baixo Acaraú e o
Tabuleiros de Russas, onde existem 20 mil hectares financiados pelo
Banco Mundial. Segundo ele, o governo investiu nessa infra-estrutura,
atraindo empresas - o agente mais dinâmico para o êxito num mercado
global. “Constatada a ineficiência do modelo paternalista do passado, o
foco é dado à atividade como negócio, geração de riquezas e
empregos”, argumenta o diretor.
Para ele o investimento na instalação dos perímetros de irrigação visa a
transferência da gestão para a iniciativa privada. No perímetro
Jaguaribe-Apodi os próprios irrigantes definiram o modelo gerencial. O
Baixo Acaraú, onde 41% dos produtores são empresários com nível
superior, também tem ótimas chances para se tornar independente da
tutela do governo e auto sustentado. Nesse projeto operam também
pequenos produtores, para os quais o DNOCS vai prover uma
estrutura de assistência técnica e extensão rural, bem como a outros
perímetros. O crédito diferenciado, como elemento de política pública,
está sendo um instrumento para o êxito da produção do pequeno
produtor.
De acordo com o diretor da DP, os perímetros de irrigação são da
alçada do Ministério da Integração Nacional ao qual o DNOCS está
vinculado, estando em sintonia com o Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do
Desenvolvimento Agrário. Para Felipe Cordeiro, o pequeno irrigante é
visto como um empresário, mas sofre as mesmas dificuldades
do pequeno agricultor beneficiado pelo Pronaf. “Uma solução para
agilizar o acesso ao crédito do pequeno produtor nos perímetros
irrigados pode ser encontrada na aproximação desses dois ministérios,
uma vez que ambos produtores são pequenos e precisam receber
tratamento igual”, salienta Cordeiro.