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Projeto do Cinturão Digital será apresentado no Dnocs
O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (eTICe),
Fernando Carvalho, apresenta nesta terça-feira, às 9h, no auditório do
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) o projeto
Cinturão Digital. Trata-se do anel óptico que irá prover banda larga a
82% da população urbana do Estado.
Orçado em cerca de R$ 50 milhões, o projeto está em fase de execução
dos 3 mil Km de fibras ópticas e ativos. Em seguida a eTICe licita as
partes da tecnologia DWDM, que aumenta a capacidade de transmissão em
uma fibra óptica, antenas, complementos, gerência e manutenção. O
projeto tem por objetivos prover os órgãos do governo com serviços de
dados e voz e videoconferência, incluindo escolas, bibliotecas, ilhas
digitais e atrair empresas de serviços que gerem renda, principalmente
às classes D e E.
Fernando Carvalho disse que a Etice vai prover apenas infra-estrutura.
As empresas, por meio da aquisição de cotas, vão oferecer serviços.
Poderão transitar pela infra-estrutura aplicações mais caras como TV
Digital, os serviços de custo intermediário como telefonia IP fixa,
internet banda larga, 3G e os de menor custo como telefonia fixa
(WLL), SMS, TV Digital aberta/pública, internet, e-mail, telemedicina,
escolas, segurança, informa.
Hoje, apenas cinco dos 184 municípios do Ceará possuem banda larga de
1 a 2 Mbps, a preços considerados caros, com baixa velocidade de
acesso e baixa qualidade. O Cinturão Digital chegará a 24 cidades do
interior e Fortaleza na chamada na última milha, o trecho final da
rede com central que irradia até o consumidor-alvo.
Como resultados esperados com a implantação do Cinturão Digital,
Fernando Carvalho destacou o fomento à competição nas
telecomunicações, maior transparência, governança e menor corrupção.
Citou ainda a atração de empresas - com o fim da guerra fiscal, em vez
de incentivos tributários o governo vai poder oferecer infra-estrutura
-, capacitação de recursos humanos, captação de serviços de software
no mercado offshore, ambiente "seguro" e infra-estrutura para atender
às demandas do porto do Pecém (ZPE, Siderúrgica e Refinaria).