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Parte da tarde é dedicada ao tema Aspectos da Gestão de Água no Semi-Árido
As apresentações da mesa redonda Aspectos da Gestão de Água no Semi-Árido foram
divididas em duas etapas na parte da tarde do segundo dia da Semana do Brasil.
Os palestrantes fizeram exposições voltadas para programas desenvolvidos com o
objetivo de melhorar as condições de vida na região, que equivale a 11% do
território brasileiro.
Na etapa número um, a primeira apresentação foi do chefe do Centro de Pesquisas
Ictiológicas "Rodolfo Von Lhering", do DNOCS, Pedro Eymar Mesquita. Na palestra
"Preservação da Biodiversidade dos Mananciais no Semi-Árido Brasileiro",
Mesquita contou como a criação de peixes em cativeiro começou no semi-árido e
como, atualmente, o governo continua incentivando as pesquisas para a criação de
novas espécies. "A criação de peixes em cativeiro no Brasil começou em 1932, por
uma ação do DNOCS. Na nossa região, só é possível criar peixes em açudes, pois
não temos rios perenes, por isso é fundamental que continuemos estudando e
garantindo a biodiversidade dos mananciais", explicou, apresentando as técnicas
utilizadas para criação do camarão Pitu, da Tilápia e do Pirarucu, entre outros.
O diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Dalvino Franca, apresentou o
programa "Atlas do Nordeste". Neste projeto a Agência, trabalha para levar água
não potável para municípios com cinco mil habitantes na região do semi-árido.
"Levamos a água até a porta dos municípios, onde as empresas de distribuição são
responsáveis pelo tratamento", disse Franca, acrescentando que mais de mil
municípios já foram beneficiados. A ANA pretende agora ampliar as ações do Atlas
para outras áreas do Nordeste e para a região Sul.
A última participação foi da coordenadora de projeto do DNOCS, Raquel Pontes,
que fez a palestra "Novas Tecnologias para o Combate à Desertificação e
Mitigação dos Efeitos da Seca". Raquel apresentou os estudos realizados nos
municípios de Gilbués e Monte Alegre, no Piauí, para diagnosticar as condições
dessas áreas de desertificação. "Um dos nossos objetivos é criar índices
próprios de avaliação das condições da região, pois a partir dele poderemos
desenvolver ações específicas. Além disso, criamos um plano voltado, sobretudo,
para cuidados com o solo", disse Raquel. Entre as ações para defesa do solo,
estão cultivo de plantações que não sejam agressivas e limitação da mineração.