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DNOCS e UFC instalam centros digitais em Icó e Morada Nova
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a Universidade
Federal do Ceará (UFC), instalarão, ainda este ano, cinco novos centros digitais
nos municípios de Icó e Morada Nova. Os Centros Rurais de Inclusão Digital
(CRIDs) são laboratórios de informática que se caracterizam pela instalação em
locais de acesso público, gestão sob a responsabilidade das comunidades dos
irrigantes e mediação promovida através das escolas locais. O Laboratório
Multimeios da Faculdade de Educação da UFC é o responsável pelo desenvolvimento
do projeto, já o DNOCS entra com os equipamentos e logística.
O município de Icó, atualmente com um centro digital em processo de instalação,
deverá receber mais três, ainda este ano. O município de Morada Nova contará com
dois novos centros. Os critérios utilizados para a escolha dos municípios que
recebem os centros digitais são, principalmente, o isolamento e o interesse da
comunidade.
O grande diferencial do projeto, segundo seus idealizadores, é que o centro alia
educação à tecnologia, enquanto outros projetos existentes se utilizam muito do
aspecto tecnológico. “Mais rico que a aparelhagem é a mudança de cultura deles”,
disse o coordenador do Laboratório Multimeios, professor Hermínio Borges. O
projeto garante, ainda, a possibilidade de geração de emprego e renda para os
moradores da comunidade dos irrigantes, já que alia educação à tecnologia de
ponta. No assentamento de Santana do INCRA, em Monsenhor Tabosa, a 550 km de
Fortaleza, o CRID já é um projeto consolidado. Lá, os moradores, através das
vivências possibilitadas pelo centro, conseguiram desenvolver experiências,
como, por exemplo, a criação do seu próprio negócio.
A formação dos voluntários que irão gerir os centros digitais dos perímetros
irrigados Morada Nova e Icó-Lima Campos tem a duração de 7 meses. Todas as
semanas, durante três dias, a equipe de gestores e professores vai até o centro.
Segundo o Professor Hermínio Borges, esse processo foi adotado por favorecer o
aprendizado dos voluntários, já que estes poderão ter oportunidade de encontrar
formas de resolver conflitos e problemas sozinhos. “Não é produtivo que a equipe
passe a semana toda, pela questão da autonomia”, disse.