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Evolução da piscicultura do DNOCS através do projeto microalgas
O DNOCS desenvolve, com ótimos resultados, o projeto de microalgas inserido no
Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentabilidade do Semi-Árido
Nordestino (CONVIVER), do Governo Federal. Os trabalhos de responsabilidade da
agrônoma Francisca de Assis Pinheiro Nogueira, da Coordenação de Pesca e
Aquicultura (CPA), desde 2004 vêm contribuindo positivamente para o
alavancamento da aquicultura como alternativa de alimento natural para peixes
nas estações de piscicultura e centros de pesquisas do órgão.
Para a consolidação do projeto, medidas foram tomadas pela CPA, como a
construção de um laboratório de migroalgas no Centro de Pesquisas Rodolpho von
Ihering em Pentecoste e de uma unidade experimental na estação de piscicultura
Valdemar Carneiro de França, em Amanari, ambos no Ceará. O primeiro, para o
cultivo natural de microalgas para formação de cadeia alimentar dos peixes; a
segunda, com o objetivo de elaborar farinha de microalgas, a ser utlizada no
arroçoamento (fornecimento de alimentos) de tilápias nilótica.
Em face da importância destes trabalhos, o DNOCS deverá implantar o projeto
microalgas na estação de piscicultura de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte,
ainda em 2008. Posteriormente as outras unidades de piscicultura do
Departamento, serão beneficiadas com a medida, contribuindo para a evolução da
piscicultura do órgão, através da propagação do projeto em toda região do
semi-árido nordestino.
As microalgas (plantinhas aquáticas) são alimentos naturais ricos em proteína
de boa digestibilidade, apresentando grande proliferação nos ambientes
aquáticos. A multiplicação de algas continentais que ocorre nos reservatórios,
nas estações de piscicultura e no centro de pesquisas do DNOCS, não são
desperdiçadas mas transformadas em farinha de algas.
A crescente demanda de alimentos vem aumentando a busca de fontes alternativas
e a maneira de se obter farinha de algas, a partir da matéria prima de baixo
custo, utlizando este produto no arroçoamento de peixes, certamente irá baratear
os custos de produção dos pequenos e médios piscicultores do semi-árido.