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DNOCS já produz o camarão canela no seu Centro de Pesquisas
O Centro de Pesquisas em Carnicicultura (CPC), localizado em Fortaleza e
administrado pelo DNOCS, realizou recentemente um trabalho com pós-larvas de
camarão canela ( Macrobrachium amazonicum ) - espécie adquirida no estado do
Pará - conseguindo ótimos resultados. Essas pós-larvas deverão ser usadas na
formação de plantel em viveiros, com a finalidade de povoamento de espelhos
d'água localizados no semi-árido nordestino.
O CPC realizou dois ciclos de produção, no primeiro com duração de trinta e
dois dias, os pesquisadores deste centro produziram 100 mil pós-larvas, com um
índice de sobrevivência da espécie em torno de 90 por cento. Desse total, 35
mil pós-larvas foram enviadas para a formação de plantel no Centro de Pesquisas
Ictiológicas, situado no município cearense de Pentecoste. Foram realizados
também povoamento nos açudes Pereira de Miranda(Pentecoste), onde foram
colocadas 15 mil pós-larvas e Lagamar do Cauipe(Caucaia), 25 mil, perfazendo um
total de 75 mil pós-larvas.
Povoamento no estado do Rio Grande do Norte
De acordo com o chefe do CPC , Adécio Rodrigues da Silva, no segundo ciclo
de produção foram produzidas 200 mil pós-larvas. Parte dessas larvas , cerca de
120 mil serão levadas para o estado do Rio Grande do Norte, no dia 13 do
corrente, onde deverá ser iniciado o povoamento de 16 açudes públicos da área de
atuação do Dnocs. Os açudes que receberão esses camarões já têm a espécie em
suas coleções de águas, com peso médio de cinco gramas, porém, apresentam
problemas de crescimento devido a retrocruzamentos que acontecem há várias
décadas entre as espécies, o que vem dificultando a sua comercialização.
Segundo o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, com a introdução dessa
nova população, os pescadores terão novas gerações de animais que atingirão
até 20 gramas de peso, medida que proporcionará à região gerar novas
oportunidades de emprego e renda.