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Mercadão do Produtor já é uma realidade para o Pici
O Mercadão do Produtor implantado há um mês pelo DNOCS, no bairro do Pici, vem
mudando o hábito das pessoas que moram nas imediações do mercado, quer na oferta
de produtos como verduras, frutas, peixes e artesanato a preços bem mais em
conta e de boa qualidade, quer na comodidade de não precisar se deslocar para
pontos mais afastados de sua moradia e a vantagem de comprar produtos sem a
interferência de atravessadores, medida que geralmente faz a diferença no preço.
Ofertas como verduras , peixes frescos como a tilápia e até o pirarucu
podem ser comprados diariamente a preços bem menores em relação a outros
locais de venda. Os produtos comercializados são produzidos em perímetros
irrigados do DNOCS e em assentamento fundiários; os peixes vêm de estações de
pisciculturas e de açudes públicos; já o artesanato é confecção de trabalhadores
de várias comunidades associadas ao empreendimento. Os produtos chegam todo dia
com ênfase para as quartas-feiras, quando há um maior afluxo de produtos dos
perímetros irrigados.
Para o gerente daquela unidade, José André da Silva, o mercadão já é uma
realidade para a comunidade do Pici que tem no local um centro de abastecimento
de qualidade. Segundo ele, o volume de venda aumenta cada dia que passa. Para
se ter uma idéia, hoje (08), foram vendidos quase uma tonelada de peixe, 165
milheiros de milho verde, afora bananas, frutas e verduras. Nos próximos dias, o
mercadão estará comercializando arroz produzido no Icó e Jaguaruana. “O
Mercadão está revitalizando a economia dessa comunidade, gerando emprego para a
população. Além das vendas, o mercadão faz prestação serviços, como o
abastecimento de água e uma programação cultural, com aulas de capoeira e
ginástica aeróbica”, disse André.
De acordo com o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, o mercadão do
produtor foi criado para atender populações de baixa renda das comunidades
situadas no Pici e circunvizinhanças e, esse objetivo está sendo alcançado mesmo
com pouco tempo de funcionamento do mercado. “É gratificante saber que o fluxo
de pessoas ao local em dias de domingo, chega a 1.500, o que mostra que o
esforço do DNOCS em transformar um espaço praticamente desativado, em centro
produtor , vem demonstrar que com a aplicação de poucos recursos, pode-se chegar
a um objetivo de largo alcance social”, o diretor do DNOCS.