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DNOCS exporta pirarucu para a Amazônia
Um dos principais peixes oriundos das bacias hidrográficas amazônicas está
sendo criado em pleno semi-árido do Nordeste através do Departamento Nacional de
Obras Contra as Secas – DNOCS. Nesta semana 60 exemplares de alevinos (filhotes)
dessa espécie – que é considerado o maior peixe de água doce – foram enviados do
Centro de Pesquisas em Aqüicultura Rodolpho von Ihering (CPAq), instalado pelo
DNOCS no município cearense de Pentecoste, para a Universidade Federal Rural da
Amazônia sediada em Belém do Pará. É a reversão de todo um processo produtivo,
onde o antes ambiente estranho devolve uma espécie da fauna brasileira ao seu
habitat natural.
O processo de criação do pirarucu em cativeiro pelo DNOCS teve início em
abril de 2005, quando o CPAq adquiriu 33 matrizes e reprodutores e 730 alevinos
advindos do Projeto Pacu em Mato Grosso do Sul. Os objetivos do Departamento
são: fornecer tecnologia e base econômica para os produtores iniciarem o cultivo
no Nordeste; equipar e dotar as estações de piscicultura do DNOCS com plantéis
de matrizes e reprodutores e com tecnologia para repasse aos piscicultores;
pesquisar no sentido de manutenção da pureza genética, através da utilização do
banco genético, onde estão sendo desenvolvidos estudos de DNA (genoma) para
identificação do sexo, consangüinidade e identificação de doenças.
Para o diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes, a exportação do pirarucu
para a Amazônia é um registro simbólico do que a tecnologia pode fazer para
melhoria e adaptação de espécies em outros ambientes que não sejam o seu. O
DNOCS, nesse sentido, há 75 anos vem desenvolvendo técnicas que resultam na
introdução e adaptação de espécies de peixes de outras bacias nacionais e
estrangeiras, como a tilápia, que é oriunda das bacias africanas e a carpa, de
bacias asiáticas.