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Preços mais baixos do Mercadão do Produtor atraem consumidores
O dia apenas amanhecia, e mais de 200 pessoas já esperavam em frente aos portões
do Mercadão do Produtor, no Picí para comprar os produtos dos perímetros
irrigados, assentamentos rurais, piscicultores e artesãos. Quando os portões
foram abertos, quase todo o estoque foi negociado e, até as oito horas da manhã
mais de 30 toneladas de produtos tinham sido vendidos, superando todas as
expectativas otimistas do DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as
Secas, responsável pelo empreendimento, em parceria com a Rede de Economia
Solidária do Ceará.
Nos 65 boxes do Mercadão o comprador tem a oportunidade de adquirir frutas,
verduras, legumes, queijos, mel, doces, sabonetes de ervas, produtos da
pecuária, artesanato e nos 8 tanques de peixes estão disponíveis tilápia (R$
5,00 o quilo) e pirarucu (R$ 10,00 o quilo), preços considerados bem abaixo dos
que são praticados atualmente no mercado local. Instalado no bairro do Pici – um
dos mais populosos e populares de Fortaleza – o Mercadão do Produtor beneficia
diretamente a população mais pobre que habita os bairros da zona oeste da
capital cearense, oferecendo a possibilidade para que agricultores, irrigantes
dos perímetros do DNOCS, produtores de assentamentos fundiários, piscicultores e
artesãos comercializem diretamente sua produção a preços mais justos, e a partir
de hoje funciona regularmente de quarta a sábado, das cinco horas da manhã às 17
horas e aos domingos das cinco horas ao meio-dia.
O diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes, cortou a fita simbólica, inaugurando
o estabelecimento, acompanhado da diretora de Infra-Estrutura Hídrica do órgão,
Cristina Peleteiro, ex-diretor-geral, Eudoro Santana, representante da
Secretaria de Desenvolvimento Agrário, José Bartolomeu e do gerente da unidade,
André Silva. Elias Fernandes ressaltou a importância do Mercadão e afirmou que
este projeto vai ser expandido para outros estados do Nordeste, aproveitando o
potencial dos perímetros irrigados: “as pessoas poderão comprar sem atravessador
e o produtor vê o fruto de seu trabalho recompensado sem depender dos
intermediários que impõem preços aviltantes na hora da compra, é um negócio mais
justo para as duas partes” observou.