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Cinza no Sertão
Karla Bastos, tem 31 anos de vida e seis de DNOCS (DP/DTA/OM). Tem a sensibilidade para captar imagens, situações e decisões e transformá-las em palavras rimadas de grande significado e bastante profundidade poética. Karla tem uma filha de nome Elisa e gosta de versejar há muitos anos. Descobriu sua veia poética quando viu com cores diferentes uma situação que para muitos não tinha importância.
Acompanhe um fragmento da talentosa e dedicada servidora Karla Bastos, no poema Cinza no Sertão.
CINZA NO SERTÃO
Karla Bastos
Cinza pode não ser a cor mais bonita
Pode lembrar um livro ou a própria morte
No ano novo não ser associada à sorte
Está deveras longe de ser a preferida
Ah se todos olhassem para o alto por um momento
Admirassem no sertão o avançar das nimbus
de janeiro
E como se espalham acinzentando o céu inteiro
Fariam do cinza representante de nobre sentimento
Como uma pintura fresca, a tinta escorre lá de cima
O espetáculo aqui é com cortina fechada
O cinza é o protagonista dessa temporada
As inquietas gotas de chuva caem onde não se imagina
O cinza traz felicidade e renovo para o sertão
Torna-se então verde-esperança na dor
As inquietas se unem às lágrimas do agricultor
Que venha o cinza pra alegrar o coração!