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Biblioteca do DNOCS oferece subsídios para livro de pesquisadora estrangeira
Eve E. Buckley mora em Newark (EUA) com o marido e os filhos. Por um mês ela esteve todos os dias, de segunda a sexta-feira, na Biblioteca Zenaide Sá Carneiro da Cunha, localizada na Administração Central do DNOCS, em Fortaleza, examinando a dur realidade social do Brasil através da história da ciência, concentrando-se no uso da tecnologia e da engenharia como instrumentos vorazes de reforma e desenvolvimento econômico.
O resultado veio rápido: Eve Buckley, com o apoio da Universidade de Delaware, publicou o livro “ Tecnocratas e a Política de Seca e Desenvolvimento no Brasil do Século XX” (University of North Carolina Press, 2017). A publicação foi recentemente agraciada com o Prêmio de Humanidades de 2018 pela Seção Brasil da Associação de Estudos Latino-Americanos e chegou as mãos da chefe da Biblioteca, Anésia Bayma, com agradecimento pela acolhida e pela chance da autora pesquisar assuntos relacionados com sua pesquisa.
Este trabalho examina projetos de desenvolvimento na zona de seca do interior do nordeste do Brasil, enfocando a construção de barragens, o estabelecimento de colônias de pequenos agricultores irrigados e pesquisas de saúde pública.
Ela faz, ainda, revelações sobre a arrogância tecnocrática, as consequências inesperadas da engenharia ambiental e as restrições aos cientistas como agentes de mudança social ressoam as esperanças de que a ciência e a tecnologia possam resolver os dilemas mais prementes da sociedade, incluindo as mudanças climáticas.
Em seu livro, Eve Buckley cita o DNOCS várias vezes. Relata a criação do Órgão sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas - IOCS através do Decreto 7.619, de 21 de outubro de 1909, editado pelo então Presidente Nilo Peçanha. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas foi o primeiro órgão a estudar a problemática do semiárido.