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NOTA À IMPRENSA
Atualização da investigação sobre ebola
O Ministério da Saúde informa que foi notificado, neste sábado (30/5), sobre dois casos suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola (DVE), atualmente em investigação no Rio de Janeiro e em São Paulo.
No Rio de Janeiro, trata-se de um viajante proveniente de Uganda, hospedado no bairro de Vila Isabel, que apresentou quadro de calafrios, tosse e diarreia. O paciente está sob cuidados do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência para doenças infecciosas. Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para malária. Neste domingo (31/5), análises realizadas a partir de amostras de saliva e urina apresentaram resultado negativo para ebola. Os exames foram conduzidos pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e a amostra de sangue segue em análise. A possibilidade de confirmação da doença após resultados iniciais negativos é considerada muito baixa.
O paciente não realizou deslocamentos internos em Uganda nem esteve em outros países com registro de surtos de ebola. Também informou não ter tido contato conhecido com pessoas doentes. Ainda assim, em razão de sua procedência e dos sintomas apresentados, permanece em isolamento até a conclusão da investigação. A entrada no Brasil ocorreu em 22 de maio de 2026, em voo procedente de Joanesburgo com chegada a Guarulhos. Posteriormente, ele se deslocou para o Rio de Janeiro por transporte rodoviário. Outras cinco pessoas que residem no mesmo local estão sendo monitoradas e permanecem assintomáticas.
Em São Paulo, o caso envolve um paciente de 37 anos, internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência para doenças infecciosas no estado. Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para meningite meningocócica. O caso segue em investigação para ebola, conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.
O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo e apresentou sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais. Antes de ser transferido para o Instituto Emílio Ribas, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação. Até o momento, não foi possível confirmar a província de origem do paciente na República Democrática do Congo, informação importante para a avaliação do risco epidemiológico.
A investigação de ambos os casos é conduzida de forma conjunta pelas equipes de vigilância em saúde dos governos federal, estadual e municipal.
Não há confirmação laboratorial para Doença pelo Vírus Ebola em nenhum dos casos investigados. Os exames seguem em análise e todas as medidas previstas nos protocolos nacionais de vigilância e resposta foram adotadas.
Cabe esclarecer que os vírus causadores do ebola não são transmissíveis durante o período de incubação e tampouco são transmitidos por via respiratória.
O Ministério da Saúde reforça que o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. O país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação, investigação e manejo oportuno de casos suspeitos.
Ministério da Saúde