Notícias
SAÚDE COM CIÊNCIA
É falso que vacina contra a covid-19 foi projetada para causar danos à saúde
Foto: Ministério da Saúde
A alegação de que as vacinas contra a covid-19 foram projetadas para causar danos à saúde é falsa e não tem qualquer base científica. Os imunizantes passaram por processos rigorosos de avaliação antes da aprovação e seguem sendo monitorados continuamente por organizações de saúde no mundo todo.
Vamos aos fatos.
Chancela no Brasil e no mundo
Várias instituições acompanham a segurança e a eficácia das vacinas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a Food and Drug Administration (FDA) e, no Brasil, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Testes
As vacinas contra a covid-19 passaram por todas as etapas exigidas de testes clínicos. Após a aprovação, os imunizantes continuam sendo monitorados por sistemas de farmacovigilância, como a vigilância epidemiológica de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI), realizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Desinformação
Refere-se à divulgação, sobretudo nas redes sociais, de informações falsas ou enganosas. Especialistas apontam que a disseminação desse tipo de conteúdo distorce evidências científicas, gera medo e reduz a confiança da população na vacinação. No contexto da desinformação sobre vacinas, diferentes narrativas podem ser citadas como exemplo. Confira abaixo:
- Vacinas e autismo
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação, interação social e padrões comportamentais repetitivos, com diferentes níveis de gravidade. Evidências científicas indicam origem genética, com mais de 100 genes associados ao transtorno.
O alumínio, utilizado como adjuvante em algumas vacinas, possui histórico de uso seguro há décadas. Estudos demonstram que esse componente não está relacionado ao aumento do risco de autismo ou de outras condições do neurodesenvolvimento, tendo como função apenas potencializar a resposta imunológica”.
- Doença CoVax
Publicações nas redes sociais insistem em divulgar informações falsas sobre supostas falhas nos ensaios clínicos, riscos ocultos e até a criação de uma doença inexistente chamada “Doença CoVax” — termo que não aparece em nenhuma literatura científica. Especialistas alertam que esse tipo de conteúdo distorce dados, gera medo e pode comprometer a adesão à vacinação.
- Infertilidade e alteração no DNA
Também é falso que as vacinas de RNAm afetem o DNA, causem infertilidade ou provoquem danos generalizados ao organismo. Estudos conduzidos por órgãos reguladores e instituições de pesquisa demonstram que os imunizantes são seguros. Também é falso que as vacinas desse tipo causam danos irreversíveis ao organismo. Não há evidências científicas que sustentem essa afirmação.
- HIV e câncer
Mensagens enganosas também associam as vacinas à transmissão de HIV, trata-se de narrativa falsa, já desmentida pelas autoridades sanitárias. Assim como não há qualquer evidência de que imunizantes carreguem “vírus e fungos do câncer” ou causem outras doenças.
Segurança das vacinas
O Ministério da Saúde reforça que todas as vacinas passam por testes rigorosos de eficácia, qualidade e segurança antes de serem aplicadas na população. Além disso, continuam sendo monitoradas mesmo após a autorização para uso.
Não caia em Fake News
A disseminação de Fake News tem impacto direto na saúde pública. A hesitação vacinal contribui para a queda das coberturas e favorece o retorno de doenças anteriormente controladas.
Para evitar desinformação, a orientação é buscar informações em fontes oficiais e científicas, como o Ministério da Saúde, Anvisa e OMS.
Vacinas são uma das principais ferramentas da saúde pública para prevenir internações e mortes. A afirmação de que foram projetadas para causar danos à saúde não encontra respaldo na ciência. Informar-se em canais confiáveis e manter a vacinação em dia é uma forma de proteger a própria saúde e a saúde coletiva.
As referências usadas nesta matéria são:
Fake news sobre vacinas: entenda os perigos da desinformação
É falso que alumínio presente nas vacinas aumenta casos de autismo
Ministério da Saúde