Coopera + Amazônia
O Coopera + Amazônia é um projeto de inovação gerencial e estruturação produtiva de cooperativias extrativistas da Amazônia Legal, fundamentado em um conjunto de ações articuladas e destinadas a aprimorar a governança e a gestão de cooperativa, além de promover a estruturação e a inovação produtiva orientadas para o mercado.
O projeto é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Amazônia (92%), e pelo SEBRAE Nacional (8%), sendo o SEBRAE o agente executor direto.
A duração do projeto é de 48 meses, sendo divididos em 2 ciclos. No Ciclo 1 serão atendidas 25 cooperativas nos estados do Pará, Rondônia e Maranhão, enquanto no Ciclo 2 serão atendidas outras 25 cooperativas nos estados do Pará, Acre e Amazonas.
Comitê de Governança
O Comitê de Governança é composto pelo SEBRAE, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Serviços e Comércio (MDIC), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).
Público-beneficiário
O público-beneficiário do projeto é composto por cooperativas extrativistas da Amazônia Legal, em um primeiro momento integrantes das cadeias produtivas do açaí, babaçu, cupuaçu e castanha-do-Brasil, com faturamento anual máximo de R$ 4,8 milhões. Entre os critérios de seleção das cooperativas participantes considera-se a viabilidade de participação, a localização em municípios prioritários para o combate ao desmatamento, em núcleos de desenvolvimento da sociobioeconomia ou relacionadas a unidades de conservação do ICMBio.
Componentes
O projeto se divide em 5 componentes:
1. Inovação Gerencial:
- Agente Local de Inovação - Cooperativas (ALI-Coop);
- Consultorias de mercado, compras públicas, crédito e conformidade regulatória;
- Formações em competências de liderança;
- Imersão em cooperativas (benchmark);
- Análise estratégica de mercado.
2. Inovação Produtiva:
- Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER);
- Aquisição de máquinas e equipamentos para cooperativas e cooperados;
- Desafios tecnológicos para tratamento e uso econômico de resíduos.
3. Promoção do Cooperativismo:
- Capacitação em governança democrática e princípios cooperativistas;
- Desenvolvimento de soluções de transparência e gestão participativa;
- Campanhas para a sensibilização e atração de novos associados;
- Mentoria para novos cooperados;
- Atividades de registro e comunicação da cultura cooperativista da Amazônia.
4. Estratégia Territorial de Negócios:
- Place Branding;
- Implantação de Escritórios de Negócios.
5. Gestão de Projeto:
- Comitê de Governança;
- Gestão Sebrae Nacional;
- Gestão Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC);
- Consultoria para supervisão, coordenação e integração.
Resultados Esperados
- Institucionalização do ALI-Coop como serviço permanente do Sebrae;
- Aumento da mecanização, faturamento e produtividade das cooperativas de forma sustentável;
- Redução da geração de resíduos e maior aproveitamento da biomassa residual;
- Aumento das taxas de cooperativismo entre os extrativistas da Amazônia;
- Aumento da renda das famílias cooperadas.
Notícias
ASN Nacional - Agência Sebrae de Notícias
Com investimento de R$ 107 milhões, Sebrae e MDIC impulsionam cooperativismo extrativista na Amazônia Legal
COP30 Amazônia | Valor Econômico