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PROJETO RAÍZES QUE RESISTEM
No Mês das Mulheres, Projeto Raízes que Resistem promove autonomia de jovens mulheres do campo
Foto: Jerônimo Calorio, Ascom SFDT/MDA
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou o projeto Raízes que Resistem, cujo objetivo é a promoção da autonomia econômica e o protagonismo de jovens mulheres do campo. Em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o lançamento marca o início de ações para a promoção da educação financeira e empreendedorismo de agricultoras.
O projeto é uma resposta à desigualdade estrutural de gênero no acesso à terra, ao crédito, à assistência técnica e extensão rural, e à gestão produtiva. Entre as entregas previstas pelo projeto está um Curso de Aperfeiçoamento em educação financeira e empreendedorismo, com a certificação de 400 jovens mulheres, além da concessão de auxílios de parcela única para elas. Também serão implantados 5 Núcleos Culturais, Tecnológicos e Produtivos (NUCTEPs) e a Construção do Banco de Dados Nacional da Rede de Centro Familiar de Formação por Alternância (CEFFAs).
Sobre os NUCTEPs:
Também serão implantados 5 Núcleos Culturais, Tecnológicos e Produtivos (NUCTEPs), concebidos como uma construção coletiva e especialmente significativa para essas jovens. A partir das ideias e propostas das próprias cursistas, em diálogo com as escolas, os núcleos irão refletir aquilo que elas reconhecem como importante para seus territórios e para seus projetos de vida. Esse processo fortalece o protagonismo juvenil e integra a formação ao abordar, na prática, como estruturar propostas voltadas à captação de recursos públicos, transformando sonhos e necessidades em iniciativas concretas.
Para Ana Elsa, diretora de Desenvolvimento Territorial e Socioambiental do MDA, a qualificação de jovens agricultoras no empreendedorismo é uma ação estratégica e necessária para garantir que meninas e jovens tenham poder de escolha sobre seus próprios caminhos. “Queremos que nossas jovens possam permanecer no campo com dignidade, autonomia e segurança, amparadas por políticas públicas que assegurem oportunidades reais. Muitas já enfrentam desafios importantes para acessar formação, renda e perspectivas de futuro. Nosso papel é fortalecer essas trajetórias, reduzir desigualdades e garantir condições para que vivam com qualidade de vida e protagonismo no campo”, destaca.
Rede CEFFA
A Rede de Centros Educativos Familiares de Formação por Alternância é um movimento composto por profissionais da educação, país, estudantes, entre outros representantes do setor de educação. Ela abriga organizações de referência, em especial para o campo, como as Escolas Famílias Agrícolas (EFAs), e as Casas Familiares Rurais (CFRs). Com metodologia reconhecida pelo MEC, os centros promovem formação focada no desenvolvimento humano e técnico dos jovens, integrando conhecimentos da sala de aula junto dos conhecimentos dos campos, das águas e das florestas.
“Este projeto é uma construção coletiva entre o MDA e a Rede CEFFAs, que nasce dos anseios das mulheres camponesas por condições dignas de vida e permanência no campo” afirma Estela Zeferino, Coordenadora Geral de Desenvolvimento Territorial, Educação do Campo e Ação Cultural. Ela explica que esse é um compromisso na garantia dos direitos à terra, à educação qualificada e contextualizada, ao acesso à cultura e ao bem viver, reconhecendo o campo como espaço de vida. “Nosso objetivo é fortalecer meninas e jovens, ampliando oportunidades para que construam, com autonomia, seus projetos de vida e contribuam com o desenvolvimento de seus territórios”, completa ela.

- Foto: Estela Zeferino, MDA
Texto: Jerônimo Calorio, Ascom SFDT/MDA