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AGROTECNOLOGIA
MDA assina a criação de Distritos Agrotecnológicos da Agricultura Familiar
Foto: Elio Rizzo/Ascom-MDA
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) assinou, no último dia 18, juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) uma parceria para a criação de Distritos Agrotecnológicos da Agricultura Familiar (DAT). A implementação faz parte de um conjunto de ações que visa promover a inclusão digital e socioprodutiva em assentamentos, comunidades quilombolas e áreas de agricultura familiar. Serão três unidades implantadas em São Paulo.
Os distritos contarão com instalação de tecnologias como 4G/5G e eliminação de gargalos de comunicação no campo. Também terão acesso a aplicativos da Embrapa, e a plataforma Ater+Digital para auxílio na produção e gestão de suas lavouras. Além disso, também estão previstas parcerias com escolas técnicas e universidades para treinamentos presenciais e à distância através da Plataforma e Campo.
“Hoje existe um grande gargalo entre famílias rurais e os mercados digitalizados” explica Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental. Para ele, é preciso aproximar a ciência e a tecnologia da realidade das comunidades rurais brasileiras. “Essas ações contribuem muito para a sustentabilidade no campo, em especial na manutenção de jovens agricultores e agricultoras”, completa ele.
Agricultura familiar 2.0
Para além do avanço de infraestrutura, também está prevista a aquisição de 90 notebooks (30 por município), junto da contratação de bolsistas especializados em computação. Os Distritos Agrotecnológicos também terão fomento ao uso de tecnologias como drones, sensores, automação e até inteligência artificial aplicadas à realidade local.
Para Estela Zeferino, Coordenadora Geral de Desenvolvimento Territorial, Educação do Campo e Ação Cultural, os distritos estão diretamente ligados à integração socioeducativa no campo. “É uma ação que de uma forma geral promove a qualidade de vida para as famílias, e em um olhar específico, estimula a ciência e inovação nos Territórios da Cidadania agricultura familiar”, diz ela.
Zeferino também explica que as ações têm como um dos objetivos principais responder à evasão de jovens no campo ao oferecer a integração digital, fator fundamental para acompanhar os avanços tecnológicos. “Queremos fomentar políticas públicas para tornar o meio rural mais atrativo para as novas gerações, para que elas possam optar por permanecer no campo sem ter que abrir mão desses recursos”, completa ela.
Texto: Jerônimo Calorio, Ascom SFDT/MDA