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Poder popular: MDA e Condraf lançam revista sobre 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural
Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (Condraf) lança, nesta sexta (26/06), revista sobre a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3ª CNDRSS), processo participativo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que culminou na etapa nacional, ocorrida de 24 a 27 de março de 2026.

Editorial: Um olhar rural sobre o Brasil que estamos construindo juntas(os)
Lidenilson Silva - 2º Vice-presidente do Condraf, representante do Movimento Camponês Popular (MCP)
Abrir esta revista é também abrir uma conversa sobre o Brasil que estamos construindo juntos. Nas próximas páginas, você encontrará muito mais do que relatos institucionais ou registros de uma conferência. Encontrará vozes, territórios, disputas, esperanças e propostas que nasceram da escuta popular e da força organizada daqueles e daquelas que vivem, produzem e cuidam do campo, das águas e das florestas brasileiras.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), conselho com 26 anos de atuação, é fruto dessa caminhada coletiva. Nasceu da mobilização dos movimentos sociais e da certeza de que democracia não pode existir apenas nos períodos eleitorais. Democracia se fortalece quando o povo participa, quando o Estado escuta e quando as políticas públicas são construídas por muitas mãos.

- Presidente Lula na 3ªCNDRSS
A retomada que conquistamos
Depois de mais de uma década marcada pelo enfraquecimento desses espaços de participação, a retomada do Condraf e da Conferência Nacional representa muito mais do que a reativação de uma agenda institucional. Representa a reafirmação de um direito: o direito de participar das decisões que impactam os territórios, a produção de alimentos, a vida rural e o futuro do país.
E o Brasil que encontramos hoje já não é o mesmo de anos atrás. O mundo mudou, as relações agrárias mudaram, os desafios ambientais e sociais se tornaram ainda mais urgentes. Por isso, esta revista registra um momento histórico de atualização e reconstrução.
Nada do que está aqui surgiu do improviso. Esta conferência é resultado de mais de 500 encontros realizados em todo o país, mobilizando cerca de 60 mil pessoas em processos de diálogo, reflexão e formulação coletiva. É a culminância de um percurso que reuniu comunidades, organizações, movimentos e territórios para pensar prioridades comuns e construir caminhos para o futuro.

- Quadrilha Se Bobiá a Gente Pimba
Ao seguir a leitura, você encontrará debates centrais para o nosso tempo: a soberania e a segurança alimentar, o direito à alimentação saudável, a defesa dos territórios, o papel estratégico da agricultura familiar, da reforma agrária e dos povos e comunidades tradicionais, além da agroecologia como horizonte de produção e de convivência equilibrada com os biomas.
Vivemos um tempo atravessado por crises, conflitos e profundas desigualdades. Em um mundo marcado pela guerra, pela fome e pela mercantilização crescente da natureza, discutir sistemas alimentares e modelos de produção deixou de ser um tema setorial — tornou-se uma questão civilizatória.
Por isso, esta conferência e esta revista olham para além do presente imediato. Elas nos convidam a imaginar e construir um outro futuro possível. Um futuro em que a produção de alimentos esteja ligada à vida digna, à justiça ambiental, à equidade, à diversidade e ao respeito pelos territórios.
Este é, talvez, o maior sentido do Condraf: afirmar que o povo brasileiro não quer apenas ser ouvido, mas participar da definição dos caminhos nacionais. Porque olhar para o futuro não é um exercício distante — é uma decisão que fazemos agora, no presente, a partir da nossa capacidade de dialogar, sonhar e construir coletivamente.

- Fernanda Machiaveli - Ministra do MDA e Presidenta do Condraf
Que estas páginas inspirem reflexão, fortaleçam compromissos e renovem em cada leitor e leitora a convicção de que a participação popular continua sendo uma das maiores forças da democracia brasileira. Bem-vindos a esta leitura — e, sobretudo, a esta construção coletiva.
Comunicação Condraf