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Proteção contínua do ICMBio garante recorde de nascimentos de tartaruga-da-Amazônia no Pará
No território paraense, a espécie é registrada também no Rio Xingu, Rio Tapajós, Rio Amazonas e grandes afluentes - Foto: Emilly Azulay
Cerca de 8 mil filhotes da espécie tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) foram soltos por agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros neste sábado (17), num tabuleiro localizado na Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas, em Oriximiná (PA). Aproximadamente 250 pessoas das comunidades do entorno acompanharam a soltura dos quelônios. O total de nascimentos contabilizados neste ciclo de reprodução ultrapassou 80 mil indivíduos — um número dez vezes superior ao registrado no ciclo de 2023.
O evento representa o fim de uma temporada de gestão de proteção destes animais pelo ICMBio, uma vez que as tartarugas-da-Amazônia sofrem ameaças de pesca ilegal e predatória na Rebio, que no status de unidade de conservação (UC) federal, este tipo de atividade é proibido.
Os agentes do Instituto acompanham parte do processo que culmina no nascimento dos filhotes, desde a desova. A fiscalização é fundamental para garantia de um ambiente adequado para que os animais posteriormente realizarem o delicado processo reprodutivo sem o risco da intervenção humana.
"É um marco histórico do Programa de Quelônios da Rebio do Rio Trombetas, resultado do esforço de todos, servidores, fiscalização, agentes temporários das nossas bases, dos nossos voluntários e comunitários. A gestão do ICMBio seguirá trabalhando para continuar mantendo este ambiente propício à reprodução destes animais", coloca Maria Bárbara de Sousa, coordenadora do programa.
Com a constante ameaça que os ovos colocados no tabuleiro sofrem, de coleta ilegal por infratores e predação por animais como jacarés, gaviões, entre outros, os agentes do ICMBio trabalham em vigilância 24h no local, para garantir o nascimento dos filhotes, que são agrupados em viveiros de quarentena e depois soltos em pontos estratégicos do Rio Trombetas.
"Estamos muito satisfeitos com este resultado, que é fruto de um trabalho de longos anos, é um dia muito importante e de alegria para todos nós comunitários aqui da Rebio", destaca o Sr. Maneco, agente temporário ambiental (ATA) mais antigo a trabalhar na reprodução dos quelônios na unidade.
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