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Rede de instituições constroem juntas ações para conservar os corais brasileiros
O horizonte temporal do planejamento é de 5 anos
Mais do que lindos, em um mergulho do turismo, os corais estão sofrendo com diversos impactos e precisam de ações concretas para sua conservação. Com o objetivo de planejar tais ações, uma série de instituições sob coordenação do Centro TAMAR, Cepsul, Cepnor e Cepene – centros especializados do ICMBio, se reúne esta semana (de 26 a 30 de maio), no LabPetro, na UFES, para discutir impactos sobre esses ambientes, como a pesca irregular, turismo desordenado e mudanças do clima.
O instrumento por meio do qual as ações estão sendo definidas se chama Plano de Ação Nacional para Conservação dos Ambientes Coralíneos – PAN Corais, que já entra em seu 2º Ciclo, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade-ICMBio.O plano de ação visa detalhar ações para a conservação de mais de 60 espécies de abrangência desse PAN, como coral cérebro, estrelas do mar, peixes ósseos e recifais, garoupas, badejos, cavalos marinhos, budiões, cherne, pargo, peroá, raia manta, algumas espécies de tubarões, entre outras.
Para analista ambiental do CEPSUL/ICMBio, Roberta Aguiar dos Santos, que coordenou o 1° Ciclo do PAN Corais e contextualizou os avanços e desafios daquele ciclo, existe um modelo exploratório do mar – empreendimentos de óleo e gás, portos, entre outro. Segundo ela, é preciso garantir uma abertura de diálogo para conservar as áreas consideradas estratégicas, além de investir na disseminação de informações sobre a importância desses ambientes coralíneos para a sociedade.
“O gargalo desse 1º ciclo e que precisamos avançar para esse planejamento do 2º ciclo é garantir a proteção de áreas vitais, frente aos diferentes usos e desenvolvimento, assim como comunicar melhor a situação dos ambientes coralíneos do Brasil, trazendo maior engajamento da sociedade e mais parcerias para conserva-los”, frisou Roberta em sua apresentação.
Joca Thomé, coordenador do Centro TAMAR, frisou que o modelo do PAN Corais deve considerar as especificidades regionais, para que se tenha ações efetivas por regiões, considerando suas caraterísticas locais.Carolina Chalegre, do Depto de Oceano do MMA, apresentou a iniciativa ProCoral, em fechamento no Ministério do Meio Ambiente-MMA, e que prevê mecanismos de financiamento para investimentos em um sistema de monitoramento e avaliação de longo prazo, integrando políticas setoriais de proteção aos ambientes coralíneos. “A ideia é de que PAN seja um plano de ação que integra a estrutura da Iniciativa ProCoral”, afirmou ela.
Entre as áreas estratégicas para conservação dos ambientes coralíneos estão os bancos existentes no Parque Nacional dos Abrolhos (BA), na foz do Amazonas e os recifes "esquecidos", presentes em São Mateus e colinas na Cadeia Vitória-Trindade, no ES. Essas montanhas submersas de até 60 metros de altura abrigam uma biodiversidade única e vem sendo estudados por pesquisadores da Uiversidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).
O grupo trabalhou em dinâmicas de grupos e puderam construir o objetivo geral do PAN assim como objetivos específicos e uma gama de ações efetivas ligadas a cada um desses objetivos. O grupo, que traçou estratégias para conservação dos corais, é formado por representantes de instituições como Ministério do Mei Ambiente (MMA), Superintendência do IBAMA no ES, ICMBio, órgãos ambientais do ES, PE, BA e RJ; ONGs como Coral Vivo, Projeto Conservação Recifal, Conepe, Oceana, pesquisadores de universidades como UFES, UFRJ, UFBA, UFPB, UFPA, UFAL, UEFS, USP, UFRA, UFSB e UFPE, Petrobras, Fundação Grupo O Boticário, BNDES, GIZ, WWF, Conservação Internacional, Funbio e Anama, entre outras.
Os recifes de corais são ecossistemas marinhos complexos, construídos por corais que se acumulam ao longo do tempo, criando estruturas que abrigam uma grande variedade de vida marinha. Os oceanos, por meio das algas marinhas e do fitoplâncton, são os principais responsáveis pela produção de oxigênio na Terra. E os recifes de coral, nesse contexto, são ecossistemas vitais e desempenham um papel fundamental na absorção de dióxido de carbono e na regulação do clima.
Comunicação
Centro TAMAR/ICMBio




