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Dá sim para curtir o verão e ser amigo das tartarugas
Na melhor estação do ano podemos ver o espetáculo das tartarugas marinhas
Todos os anos as embaixadoras dos oceanos chegam à costa brasileira e seguem seus ciclos de vida. Fêmeas sobem a diferentes praias do litoral brasileiro, para um verdadeiro espetáculo da vida, quando constróem seus ninhos e depositam seus ovos para, um tempo depois, nascerem lindos filhotes que se dirigem ao mar. Para proteger essa e as próximas temporadas, o Centro TAMAR/ICMBio lançou no seu Instagram @centrotamaricmbio uma companha de sensibilização e conscientização do que cada um de nós deve evitar nesse verão.
E como podemos curtir esses animais ao longo da costa brasileira sem gerar stress ou mesmo molestamento a eles? Quando nos abrimos para desfrutar do momento, o segredo acaba sendo o do ‘menos é mais’.
“Fundamental, ao ver uma tartaruga na praia, deixá-la seguir em seu ciclo. Ela está desovando? Significa que a pessoa está na praia a noite. Sugerimos apenas que a pessoa se sente na areia e assista ao espetáculo. Fotos com flash, nem lanternas, devem ser usadas. O ideal seriam as luzes vermelhas, mas como é pouco provável que se tenha uma luz vermelha, permanecer no escuro apenas observando é o ideal. A fêmea após colocar seus ovos e fechar seu ninho seguirá pela areia até o mar”, explica o coordenador do Centro TAMAR/ICMBio, Joca Thomé.
Mas o verão está a pleno vapor e no auge muitas tartarugas juvenis podem parar em piscinas naturais. O turista deve apenas contemplar e, se quiser fazer o registro, nunca segurar os animais para fotografá-los. “Quando o turista faz algo desse tipo, segurar o animal apenas para uma inocente fotografia, estressa imensamente aquele indivíduo juvenil, que pode sim sofrer sequelas desse molestamento e vir até a óbito”, explica Thomé.
O cuidado com o que deixamos na praia é igualmente importante. Desfrutar da praia e deixar todo o lixo gerado na areia, como plásticos, não é recomendado. Esse lixo vai para o mar, o polui e ainda impacta a vida de diversos animais marinhos como aves, tartarugas e baleias, por exemplo. “A regra básica ‘leve o seu lixo com você’ cai bem não apenas durante a temporada reprodutiva, mas por todo o ano”, reforça Joca.E quando o assunto é transitar com veículos automotores na areia das praias, a Portaria IBAMA 10/95 proíbe esse trânsito pois a chance de compactação da areia e perda de ninhos, assim como de atropelamento de filhotes, é grande. A norma proíbe o trânsito de veículos em vários estados: RJ, ES, BA, SE, AL, PE e RN.
Quais tartarugas frequentam o litoral brasileiro e onde?
O litoral brasileiro recebe a visita ilustre de cinco, das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo. São elas: a tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta); a tartaruga-verde (Chelonia mydas); a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata); a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea); e a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Saiba mais sobre cada uma delas clicando aqui.
E se somos tão agraciados assim, como país, por suas belezas cênicas em áreas protegidas marinhas exuberantes como o Parna Marinho de Fernando de Noronha/PE e Parna Marinho de Abrolhos/BA, somos igualmente sortudos por receber essas ilustres e belíssimas visitantes todos os anos.
A espécie cabeçuda frequenta a costa do RJ até SE, principalmente o norte do RJ, norte do ES e norte da BA e SE e sua temporada reprodutiva vai de outubro a abril.
Já a tartaruga de pente desova no litoral norte da BA e desde o litoral de Al até o PI, concentrando-se no litoral sul do RN onde se encontram as praias com maiores concentrações de desovas, cuja temporada vai de novembro a junho.
A oliva desova em todo o litoral de SE e no litoral norte da BA, sempre de dezembro a maio; já a verde se concentra nas ilhas oceânicas da APA e MONA do Arquipélago de São Pedro e São Paulo/PE, da APA e MONA do Arquipélago de Trindade e Martim Vaz/ES, Atol das Rocas/RN, Fernando de Noronha/PE, de fevereiro a maio.
A de couro ocorre no litoral norte do ES (de Aracruz a São Mateus, com concentração na foz do rio Doce, em Regência Augusta e Povoação, em Linhares-ES. Uma outra população dessa espécie desova no Delta do Parnaíba/PI, de novembro a janeiro.Plano de Ação para Conservação das Tartarugas Marinhas
Você sabia que a cada ciclo de cinco anos o Centro TAMAR/ICMBio se reúne com uma série de representantes de instituições que atuam ao logo na costa brasileira com ações de conservação dessas espécies, para planejar o próximo ciclo de cinco anos? A oficina desse planejamento consolida um Plano de Ação para Conservação das Tartarugas Marinhas, conhecido como PAN Tartarugas Marinhas.
Conheça a matéria que detalha todas essas ações de conservação, clicando aqui.
Conheça o PAN Tartarugas Marinhas na íntegra, 3o Ciclo (2024-2029), clicando aqui.
Veja as rotas migratórias por onde esses animais pré-históricos andam nos oceanos do planeta, clicando aqui.
Comunicação Centro TAMAR/ICMBio
Contato/WhatsApp: (71) 8174-8614 e (71) 8175-6348 (Escritório - Vitória-ES)


