Notícias
Chelonia viajante: tartaruga-verde é encontrada em Fernando de Noronha/PE, 24 anos depois
Tartaruga da espécie verde (Chelonia mydas) marcada, em 2001, na praia do Camburi, em Utabuba/SP foi reencontrada na praia de Quixabinha, em Fernando de Noronha/PE este ano. E isso foi possível graças ao trabalho de conservação e monitoramento da Fundação Projeto TAMAR – instituição pioneira nesse trabalho no Brasil – e à possibilidade de registro desses animais a partir das marcas, que são pequenas placas metálicas com numeração, que são inseridas nas nadadeiras, permitindo que os animais sejam monitorados em suas rotas pelo mar.
As marcas são viabilizadas graças ao trabalho do Centro TAMAR – centro especializado vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação. O trabalho de cessão dessas marcas está diretamente ligada à autorização a pesquisadores ou instituições que estudam ou monitoram as tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira, que é feita por meio do SISBIO – sistema que permite a análise dos pedidos e liberação das respectivas marcas para as pesquisas e monitoramentos.
“O Centro TAMAR/ICMBio atua com diversos tipos de autorização junto a pesquisadores e instituições, como coleta de material biológico e marcação, para citar dois exemplos. Para a marcação, o Centro é que viabiliza as marcas, com numeração sequenciada. Temos o controle da quantidade cedida a cada pesquisador ou instituição. Um dos critérios é o aporte das informações coletadas no BDCTamar – Banco Nacional de Dados para a Conservação das Tartarugas Marinhas”, explica o coordenador do Centro TAMAR/ICMBio Joca Thomé.
No caso específico do indivíduo da espécie Chelonia mydas, a Ilha de Fernando de Noronha é uma das principais áreas de desova dessa espécie, juntamente com as ilhas oceânicas de Atol das Rocas/RN e Trindade/ES.
Comunicação
Centro TAMAR/ICMBio