Programa MONITORA - Componente Campestre Savânico

- Monitoramento realizado pela equipe do CBC. Foto: Adarquia Monteiro.
O que é o Programa MONITORA?
O monitoramento da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos em Unidades de Conservação Federais está estruturado no Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, o Programa MONITORA, que tem por objetivos:
- Gerar informação para a avaliação continuada da efetividade das Unidades de Conservação e suas ações de conservação;
- Subsidiar, avaliar e acompanhar projeções de alteração na distribuição e locais de ocorrência das espécies em resposta às mudanças climáticas e demais vetores de pressão e ameaça, a fim de atualizar as medidas de conservação, incluindo o manejo;
- Fornecer subsídios para o planejamento do uso sustentável de espécies da fauna, da flora e dos serviços ecossistêmicos;
- Fornecer subsídios para a avaliação do estado de conservação da fauna e flora brasileira para a implementação das estratégias de conservação das espécies ameaçadas de extinção ou com dados insuficientes para a avaliação do seu estado de conservação;
- Fornecer subsídios para o planejamento e a avaliação de programas de controle de espécies exóticas invasoras.
O Programa é estruturado nos subprogramas: terrestre, aquático continental e marinho costeiro, que abrangem diversos componentes conforme a figura:

- Estrutura do Programa Monitora. Fonte: ICMBio.
Componente Campestre Savânico do Programa MONITORA
Implementado em 2019, nesse componente, o objetivo é monitorar a biodiversidade nos ecossistemas terrestres abertos. Os alvos desse monitoramento são plantas herbáceas e lenhosas, como plantas rasteiras, arbustos e árvores, tanto nativas quanto exóticas.
Veja abaixo algumas áreas monitoradas pelo CBC:
(Imagem 1) Área Campestre no Parque Nacional dos Campos Amazônicos; foto: Adarquia Monteiro. (Imagem 2) Área Savânica no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros; foto: Barbara Thompson.
Importância do monitoramento
O monitoramento de plantas nesses tipos de ambientes permite a avaliação de diversos processos que orientam a gestão das Unidades de Conservação, dentre eles:
- A manutenção da biodiversidade no estrato herbáceo e arbustivo;
- O adensamento lenhoso, ou seja, o aumento na quantidade de plantas com caule lenhoso, como árvores;
- Os efeitos de eventos climáticos extremos (como secas prolongadas e tempestades severas) na cobertura vegetal;
- Os efeitos do fogo controlado para manejo e de incêndios nas formações vegetais abertas, como campos e savanas;
- A invasão biológica por Espécies Exóticas e Invasoras (EEI);
- Os efeitos do uso público (como atividades de visitação e trilhas) nos campos e savanas e a avaliação do potencial de invasão biológica por estruturas de visitação;
- E a efetividade de ações de restauração ecológica.
Como o monitoramento é realizado
O protocolo consiste em medir a cobertura vegetal a partir da aplicação do método de interceptação de pontos em linha, onde são registradas todas as formas de vida e demais categorias de plantas herbáceas e lenhosas que tocam ou cruzam transecções lineares (linhas retas estendidas sobre o terreno com o auxílio de trena) de 50 metros (Unidades Amostrais). O desenho amostral prevê ao menos 24 unidades amostrais em cada Unidade de Conservação (UC) com coletas de dados ao final da estação de crescimento das plantas (fim da estação de chuvas), utilizando o aplicativo ODK Collect ou planilhas de campo para registros. Os dados são sistematizados no SISMonitora e validados pelos pontos focais da UC e pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação em Biodiversidade e Restauração Ecológica (CBC).
Monitoramento de plantas herbáceas e lenhosas, nativas e exóticas, realizado pelo CBC. (Imagem 1) Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), bioma Cerrado; (Imagem 2) transecto instalado no Parque Nacional dos Campos Amazônicos; (Imagem 3) medição de diâmetro de árvore no Parque Nacional dos Campos Amazônicos; (Imagem 4) coleta de dados utilizando o aplicativo ODK Collect no Parque Nacional dos Campos Amazônicos; e (Imagem 5) coleta de dados utilizando planilha de campo na amostragem na Estação Ecológica de Cuniã. (Fotos: Adarquia Monteiro)
Locais de Implementação
O protocolo básico de monitoramento do Alvo Global do Componente Campestre Savânico é implementado em UCs com formações campestres e savânicas representativas, estando presente em todos os biomas terrestres brasileiros.
Conheça a Equipe
Nome: Adarquia Jaqueline Soares Roberto Monteiro
Unidade: Base Avançada/CBC – Norte
E-mail: adarquia.monteiro.bolsista@icmbio.gov.br
Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/4568724617621089
Cargo/vínculo: Bolsista ARPA
Nome: Barbara Morais Thompson
Unidade: CBC
E-mail: barbara.thompson.bolsista@icmbio.gov.br
Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/5376323956624058
Cargo/vínculo: Bolsista
Nome: Danilo do Carmo Vieira Correa
Unidade: CBC
E-mail: danilo.correa@icmbio.gov.br
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4954293842174064
Cargo/vínculo: Analista Ambiental
Nome: Natália Diesel Mello
Unidade: CBC
E-mail: natalia.mello.bolsista@icmbio.gov.br
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1802527311408181
Cargo/vínculo: Bolsista
Nome: Ronald Sodré Martins
Unidade: Base Avançada/CBC - Norte
E-mail: ronald.martins@icmbio.gov.br
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7436266068361112
Cargo/vínculo: Analista Ambiental