Salário-Educação
A Quota Estadual e Municipal do Salário-Educação (QSE) é contribuição social destinada ao custeio de programas, projetos e ações voltados à educação básica pública, nos termos do art. 212, § 5º, da Constituição Federal. No âmbito do FNDE, a governança e a operação do Salário-Educação têm por finalidade garantir regularidade, celeridade, conformidade e transparência no cálculo e na distribuição dos recursos aos entes federativos, combinando:
Capitais/insumos utilizados:
- Humano e organizacional: equipes com perfis técnico-operacional e de apoio técnico/normativo, com restrição de quadro frente ao volume e complexidade das demandas;
- Tecnológico: uso de STL e SIGEF para rotinas operacionais e de pagamento, além de ferramentas Microsoft (Power BI, Excel, Teams, Planner) para gestão, transparência e monitoramento; e
- Social/relacional: articulação com entes federativos, instâncias de controle, canais institucionais (SEI, Fala.br, Portal de Serviços de TI) e bases públicas de consulta.
Produtos/serviços entregues:
- Cálculo, processamento e repasse mensal da QSE;
- Atendimento técnico, orientações e materiais de suporte;
- Painéis e relatórios para transparência ativa; e
- Subsídios técnicos para demandas judiciais, legislativas e de controle relacionadas à QSE.
Ambiente e Contexto
Fatores Externos:
- Alterações no marco legal do Fundeb/Salário-Educação;
- Elevado volume de demandas de órgãos de controle e do Poder Legislativo; e
- Rotatividade na gestão dos entes federativos.
Fatores Internos:
- Crescente demanda por apoio técnico e necessidade de padronização de materiais;
- Limitação de pessoal;
- Dependência de integração com outras unidades para atendimento institucional; e
- Necessidade de modernização/automatização de processos.
Riscos e Oportunidades
- Dependência de informações e bases externas para apuração e distribuição das quotas e ausência de integração tecnológica;
- Concentração de atividades com elevada interferência manual, limitação de automações sistêmicas e da dependência de outras áreas intersetoriais na gestão de domicílio bancário;
- Pressão de demandas judiciais e de órgãos de controle, com necessidade de respostas técnicas e rastreáveis;
- Fragilidades no controle social e institucional decorrentes de falta de informação qualificada; e
- Assimetria de conhecimento técnico entre entes federativos, impactando a correta aplicação dos recursos (o que aumenta demandas e riscos de uso inadequado).
Ações Adotadas:
- Produção de subsídios teóricos para curso de formação (Fundeb – 3ª edição, 60h) em parceria institucional, ampliando capilaridade formativa
- Jornadas de atendimento virtual a conselhos (CACS) e registros disponibilizados para consulta pública, fortalecendo controle social e reduzindo demanda repetida; e
- Manualização de rotinas, checklists e criação de instrumentos de BI para acompanhamento, com reforço de rastreabilidade e transparência.
Estratégia e Alocação de Capitais

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Capital Financeiro:
Para 2025, os valores da QSE foram estimados em R$ 21.330.782.768 (Portaria FNDE nº 167/2025), com repasses em 12 parcelas entre fevereiro/2025 e janeiro/2026.
No exercício de 2025, foram efetivamente distribuídos R$ 21.369.905.735,61, incluindo parcelas regulares do exercício e a parcela de janeiro relativa ao exercício anterior (Portaria FNDE nº 109/2024).

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Capital Humano:
As ações de capacitação e orientação normativa funcionam como instrumento de mitigação de risco (assimetria de conhecimento) e fortalecimento do controle social. Em paralelo, o reduzido quantitativo de pessoal é fator limitante para alcance pleno de metas e ampliação de iniciativas, especialmente diante do volume de demandas e necessidade de respostas técnicas (inclusive em apoio a atuação institucional).
Capital Tecnológico:
As entregas de TI do ciclo incluem painéis BI do Salário-Educação, relatórios e melhorias no STL e automações que reforçam rastreabilidade, transparência ativa e eficiência operacional.
Desempenho e Resultados

Os avanços observados convivem com condicionantes internos (principalmente capacidade instalada de pessoal), que impactam a velocidade de expansão de ações estruturantes (capacitações contínuas, produção sistemática de materiais e aprofundamento de automações).
Controle e Conformidade
Os controles internos incluem manualização de processos, modelos de ofício e checklist de contas, ferramentas de BI para acompanhamento e rotinas de revisão de cálculos/estimativas. No relacionamento com controle externo, houve atuação voltada ao cumprimento de recomendações, com plano de ação para atendimento de subitem do Acórdão 2.687/2021-TCU-Plenário relativo a ajustes de quotas distribuídas (2018–2020).
Sustentabilidade
O Salário-Educação, ao financiar ações e programas para a educação básica pública, gera valor público pela indução de equidade e fortalecimento da capacidade de oferta educacional nos entes federados. A sustentabilidade institucional é reforçada por transparência ativa, controle social qualificado e governança orientada a conformidade.
Perspectivas Futuras
- Ampliar transparência ativa: publicização/expansão de painéis BI do Salário-Educação e instrumentos de apoio ao entendimento dos cálculos;
- Reter/ampliar força de trabalho especializada;
- Consolidar a Rede de Conhecimento e estrutura de capacitação (SECAD), com atualização de manuais e FAQ, elevando maturidade de governança e reduzindo assimetria informacional;
- Evoluir o marco normativo dos repasses das quotas do salário-educação; e
- Evoluir os sistemas, com a criação e aprimoramento das funcionalidades.