Programas Suplementares
A Coordenação de Transferências Diretas (COTDI), vinculada à Coordenação-Geral de Bolsas e Auxílios (CGAUX) e subordinada à Diretoria de Gestão de Fundos e Benefícios (DIGEF), tem como missão assegurar a gestão normativa e operacional das transferências diretas de recursos para programas educacionais suplementares. Atua na execução financeira, no suporte técnico aos entes executores e na orientação para correta aplicação das normas, garantindo eficiência, transparência e conformidade na utilização dos recursos públicos. A COTDI contribui diretamente para a geração de valor do FNDE ao garantir que os recursos destinados aos programas educacionais suplementares sejam transferidos de forma ágil, segura e em conformidade com a legislação vigente. Por meio da gestão normativa e operacional, aliada à assistência técnica aos entes executores, a Coordenação promove eficiência na execução financeira, fortalece a transparência e assegura a correta aplicação dos recursos públicos. Essa atuação estratégica não apenas otimiza processos internos, mas também potencializa os impactos das políticas educacionais, ampliando o alcance e a efetividade das ações do FNDE em todo o país.
Modelo de Negócios da Área
- Financeiro: Recursos orçamentários destinados à execução dos programas educacionais suplementares.
- Humano: Equipe técnica especializada em gestão normativa, operacional e atendimento aos entes executores.
- Tecnológico: Sistemas informatizados para gestão e monitoramento das transferências (SAPE e Sigef), além de sistemas informatizados e ferramentas de Business Intelligence (BI) desenvolvido conjuntamente com a equipe de Tecnologia da Informação do FNDE) para gestão, monitoramento e análise das transferências diretas.
- Relacional: Rede de interação com entes executores, Ministério da Educação e demais áreas do FNDE, garantindo alinhamento e cooperação.
- Normativo: Base legal e regulatória que orienta a execução das transferências diretas.
Ambiente e Contexto
Fatores Externos:
- Mudanças Legislativas e Normativas: Alterações na legislação educacional e nas regras de transferências diretas exigem constante atualização e adaptação dos processos.
- Cenário Econômico Nacional: Oscilações orçamentárias e contingenciamentos impactam a previsibilidade e execução dos repasses.
- Demandas Sociais por Transparência e Agilidade: Pressão da sociedade e órgãos de controle por maior eficiência, transparência e prestação de contas na aplicação dos recursos públicos.
Fatores Internos:
- Quadro de Pessoal: Limitações de equipe técnica frente ao volume de programas e demandas crescentes.
- Capacitação da Equipe: Necessidade contínua de treinamento para atualização normativa, uso de sistemas e ferramentas de BI, e desenvolvimento de competências para gestão eficiente.
- Maturidade Tecnológica: Evolução dos sistemas e uso de ferramentas de BI para melhorar monitoramento e tomada de decisão.
- Integração com Outras Áreas do FNDE: necessidade de interação com diversas áreas do FNDE, como setores responsáveis por tecnologia, planejamento, orçamento, financeiro e jurídico, para garantir a execução normativa e operacional das transferências diretas. Situações relacionadas a fluxos, divergências de interpretação normativa e demora na comunicação, representam um obstáculo à agilidade e à qualidade dos processos.
Riscos e Oportunidades
- Instabilidades nos sistemas, com impacto na execução dos pagamentos.
Resposta: monitoramento contínuo das rotinas de pagamento e evoluções tecnológicas nos sistemas.
- Risco de baixa execução de programas.
Resposta: acompanhamento sistemático da execução financeira e ações de assistência técnica, tais como webnários e oficinas com Entes Executores.
- Alterações orçamentárias com impacto na execução dos programas.
Resposta: monitoramento da execução e replanejamento das ações.
Estratégia e Alocação de Capitais
Tendo em vista os objetivos Promover a execução qualificada e íntegra das ações, programas e projetos educacionais e Gerir a execução técnica e financeira dos Programas indicadores, os quais possuem como indicadores, respectivamente, “Percentual de atendimento relacionado à assistência técnica dos Programas Suplementares, Bolsas e Auxílios” e “Índice de atendimento as demandas de assistência técnica e financeira”, podemos informar as seguintes estratégias adotadas pela coordenação:
1.Produção de material para a assistência técnica, tais como manuais, e-books e-FAQ.
Mensuração: percentual de demandas de assistência técnica atendidas. Relação entre o número de demandas recebidas sobre o número de demandas respondidas.
2. Ingresso no Balcão Virtual, visando maior agilidade e acessibilidade aos usuários.
Mensuração: percentual de demandas de assistência técnica atendidas. Relação entre o número de demandas recebidas sobre o número de demandas respondidas.
3. Monitoramento da gestão orçamentária e financeira para adequar a execução do FNDE às necessidades demandadas.
Mensuração: percentual de execução orçamentária e financeira no exercício. Relação entre o número de demandas de assistência técnica e financeira recebidas sobre o número de demandas atendidas.
Capital Financeiro

- -
Capital Humano
No exercício de 2025, a Coordenação-Geral de Bolsas e Auxílios passou por reestruturação organizacional relevante, decorrente da publicação da Portaria nº 1.014, de 22de outubro de 2025, que instituiu duas novas unidades: a Coordenação de Pagamento de Bolsas e Auxílios (COPBA) e a Divisão de Apoio às Transferências Diretas (DIVAT).
A reestruturação teve como finalidade corrigir inadequações na estrutura organizacional vigente e adequar o quadro de pessoal ao correto exercício das atribuições da CGAUX, especialmente no que se refere à prestação de assistência técnica e financeira aos programas de bolsas, auxílios e programas suplementares. Como resultado, foi possível aperfeiçoar a alocação de pessoas na área, promovendo maior aderência entre as competências dos servidores e as demandas institucionais.
Adicionalmente, a Coordenação manteve ações contínuas de desenvolvimento de pessoal, por meio de capacitações internas, com foco no aprimoramento técnico, no desenvolvimento profissional e no fortalecimento das competências da equipe.
Capital Tecnológico
- Melhorias no SAPE, sistema de pagamentos das transferências diretas de Programas Suplementares, a fim de aumentar confiabilidade, rastreabilidade, transparência e segurança das ações e procedimentos de pagamento.
- Criação de painel de monitoramento da execução orçamentária e financeira para acompanhar execução dos beneficiários e das atividades no âmbito do FNDE.
Desempenho e Resultados
- Meta: Atender 90% das demandas de assistência técnica via Balcão Virtual e e-mail.
- Resultado: Foram realizados mutirões de atendimento e atualização de FAQs para agilizar as respostas.
Perspectivas Futuras
- Modelo padronizado de gestão da equipe, com definição clara de atribuições, responsabilidades e fluxos de trabalho;
- Calendário regular de reuniões, com periodicidade definida (ex.: mensais ou bimestrais), pauta prévia, registro em ata e acompanhamento das deliberações;
- Comunicação interna, utilizando canais institucionais oficiais para disseminação de informações e alinhamento das decisões;
- Indicadores de acompanhamento da gestão de pessoas, como distribuição de demandas, prazos médios e volume de atendimentos por área; e
- Cultura de feedback e aprendizagem contínua, aproveitando os momentos de reunião para alinhamento estratégico e compartilhamento de boas práticas.
b) Procedimentos administrativos; assistência técnica; atendimento (balcão, e-mails, manuais)
- Revisar, atualizar e consolidar os manuais, FAQs e orientações normativas, garantindo linguagem clara, padronização e alinhamento às normativas vigentes;
- Aprimorar os fluxos de atendimento da assistência técnica, incluindo o Balcão Virtual, com definição clara de prazos de resposta e responsáveis;
- Padronizar o atendimento por e-mail, com criação de respostas-modelo, organização por categorias e mecanismos de priorização de demandas;
- Automação do FAQ Dinâmico: Em vez de apenas manuais estáticos , a implementação de uma base de conhecimento interativa no Balcão Virtual pode reduzir drasticamente o volume de e-mails repetitivos.
- Implantar controles mais sistemáticos de contabilização e registro das demandas atendidas, permitindo melhor mensuração dos indicadores de desempenho;
- Desenvolver painéis gerenciais para acompanhamento do volume, tipo e tempo de resposta das demandas, fortalecendo a tomada de decisão baseada em dados.
-
Investir em capacitação da equipe de atendimento, com treinamentos periódicos sobre procedimentos administrativos, atendimento ao público e uso dos sistemas.
- Instituir e divulgar calendário anual de pagamentos, avaliando sua disponibilização em painel compartilhado para maior transparência e previsibilidade;
- Aprimorar continuamente os sistemas corporativos (SAPE), com foco na estabilidade, automação de rotinas e redução de retrabalho;
- Fortalecer a interlocução com a Secretaria e outras áreas do FNDE, por meio de reuniões periódicas e fluxos formais de comunicação;
- Padronizar documentos, ofícios e despachos, com modelos atualizados e checklists obrigatórios para reduzir inconsistências e retrabalho;
- Implantar checklists operacionais por etapa do processo financeiro, garantindo maior controle, rastreabilidade e conformidade;
- Ampliar os treinamentos da equipe técnica, especialmente quanto aos procedimentos financeiros, uso de painéis e análise de dados;
- Instituir reuniões bimestrais de avaliação, com foco em resultados, gargalos, riscos e oportunidades de melhoria.
- Checklists Inteligentes: Digitalizar os checklists operacionais dentro do sistema SAPE para impedir que processos avancem com inconsistências, eliminando o retrabalho manual.
- Consolidar relatórios gerenciais periódicos, com dados quantitativos sobre execução financeira, pagamentos, atendimentos e desempenho dos sistemas.