FUNDEB
A atuação institucional relacionada ao FUNDEB, no âmbito do FNDE, assegura a regularidade, tempestividade e conformidade do principal mecanismo de financiamento da educação básica pública, em alinhamento aos arts. 212 e 212-A da Constituição Federal. A operacionalização envolve o cálculo, execução financeira, transparência ativa, apoio técnico e fortalecimento da governança, garantindo que os repasses cheguem aos entes federativos e sustentem a política educacional com efetividade e segurança jurídica.
Modelo de Negócio da Área
Capitais/insumos utilizados:
Capital humano especializado, sistemas corporativos (ex.: STL/SIGEF) e ferramentas analíticas (ex.: painéis BI), além de bases e rotinas de validação e acompanhamento; no eixo de conformidade do financiamento educacional, o SIOPE se insere como infraestrutura essencial para o monitoramento de percentuais constitucionais e para o controle social.
Produtos e Serviços Entregues:
Ambiente e Contexto
Fatores Externos:
- Complexidade e dinâmica normativa do FUNDEB (modalidades VAAF/VAAT/VAAR e atos normativos anuais de execução);
- Dependência de bases externas (ex.: Censo Escolar) e sensibilidade do cálculo/estimativas à filtragem e qualidade das matrículas;
- Judicialização e impactos sobre requisitos fiscais e sobre o ambiente de conformidade (incluindo repercussões no CAUC em casos específicos); e
- Rotatividade na gestão dos entes federativos e das instâncias de controle.
Fatores Internos:
- Necessidade contínua de automação, rastreabilidade e integração de sistemas (STL/rotinas internas/BI);
- Concentração de conhecimento/atribuições e necessidade de atualização de manuais operacionais em sistemas correlatos (ex.: SIOPE);
- Pressão de demanda por transparência ativa, auditorias e padronização de rotinas de revisão e conferência.
Riscos e Oportunidades
- Risco operacional/cálculo: alterações na base do censo escolar e nas regras de filtragem, com potencial efeito sobre estimativas e confiança do modelo de distribuição. Existência de etapas manuais nos processos de cálculo e pagamento, especialmente em procedimentos que não se encontram integralmente automatizados;
- Risco de conformidade/auditoria: adequação tempestiva dos processos e sistemas às alterações legais e constitucionais e auditorias externas com foco na fidedignidade e na robustez de controles (ex.: auditorias CGU sobre o FUNDEB e auditorias sobre informações correlatas no SIOPE); e
- Risco de continuidade/tecnologia: falhas em rotinas críticas (ex.: atualização de metadados no SIOPE) com potencial de afetar prazos e transmissões.
Estratégia e Alocação de Capitais
Estratégia e Objetivos:
1. Garantir pontualidade dos repasses do FUNDEB (indicador: repasse até o último dia do mês).
2. Automatização de cálculos e relatórios (indicador: funcionalidades implementadas ou aprimoradas no STL).
3. Transparência ativa (indicador: painéis no Power BI e relatórios publicados).
4. Apoio técnico/normatização e fortalecimento da governança (entregas: capacitações, manuais, Q&A, subsídios técnicos e respostas a demandas administrativas/judiciais).
Capital Financeiro:
Para 2025, a complementação da União ao FUNDEB foi estimada em R$ 59.207.155.820,48, contemplando as modalidades VAAF/VAAT/VAAR e recursos vinculados a fomento de matrículas em tempo integral.
No exercício, foram efetivamente distribuídos R$ 57.132.241.604,96, incluindo parcelas regulares, 13ª parcela e ajuste de contas relativo a 2024, conforme atos normativos de referência.

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A eficiência da estrutura de custos se evidencia pelo alto impacto do capital financeiro transferido aos entes, com necessidade permanente de reforço de capacidade operacional e tecnológica para sustentar qualidade, rastreabilidade e transparência diante da complexidade do arranjo.
Capital Humano:
Houve reforço de competências voltadas a gestão e uso de ferramentas BI, associado à reestruturação interna para apoiar a operacionalização e a publicização das informações, com foco em ampliar previsibilidade e reduzir retrabalho.
No eixo de governança e segurança jurídica, a atuação de apoio técnico e capacitação permanece como vetor de redução de assimetrias informacionais e fortalecimento do controle social.
Capital Tecnológico:
Foram priorizadas melhorias no sistema STL e instrumentos de transparência (painéis/relatórios) para ampliar compreensão do cálculo e distribuição, bem como controles de rastreabilidade e registros sensíveis em sistemas correlatos.
No sistema SIOPE, houve tratamento de risco tecnológico com realocação e adequação funcional do processo de atualização automática de metadados e medidas mitigadoras para reduzir impactos de reestruturação sistêmica sobre transmissões.
Desempenho e Resultados
O FNDE garantiu a execução financeira do FUNDEB, com distribuição total de R$ 57.132.241.604,96 em 2025, mantendo regularidade do fluxo e sustentando o financiamento da educação básica. Desse montante, R$ 2.595.319.403,82 foram destinados às ações de fomento à criação de matrículas em tempo integral na educação básica pública, nos termos do inciso XIV do art. 212-A da Constituição Federal.
Avaliação por objetivo:

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O aumento de exigências de transparência, auditorias e evolução das regras de negócio reforça a necessidade de:
(i) maior automação e integração tecnológica;
(ii) fortalecimento de equipes; e
(iii) integração com bases externas (ex.: filtragem de matrículas), reduzindo dependências críticas e melhorando previsibilidade do processo.
Controles e Conformidade
Dentre os controles, destacam-se: manualização de processos, checklists, rotinas de revisão de cálculos/estimativas e desenvolvimento e aprimoramento de ferramentas BI.
Em sistemas correlatos, foram adotados controles como logs de acesso e monitoramento BI, atendendo recomendações e fortalecendo rastreabilidade.
Sustentabilidade
Em 2025, o Fundeb registrou avanços no âmbito da inclusão, especialmente no que concerne às ponderações aplicadas às matrículas:
- Estudantes indígenas e quilombolas: O financiamento foi elevado em 40%, assegurando maior suporte às comunidades historicamente vulnerabilizadas e fortalecendo a política de inclusão educacional.
- Educação do campo: As matrículas passaram a contar com 15% adicionais em comparação ao ensino urbano, promovendo maior equidade no atendimento às populações rurais e contribuindo para a mitigação das desigualdades territoriais.
Perspectivas Futuras
- Ampliar transparência ativa;
- Reter/ampliar força de trabalho especializada;
- Ampliar ações de capacitação e apoio técnico aos entes federativos e às instâncias de controle social;
- Aprimorar o processo de filtragem de matrículas do censo escolar; e
- Evoluir os sistemas, com a criação e aprimoramento das funcionalidades.