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Militares da Marinha passam por última etapa de treinamentos para assumir missão no Líbano
Brasília, 11/12/2014 - A Marinha do Brasil realizou, no litoral do Rio de Janeiro, exercício avançado de Operações de Paz (EAOP) para a Fragata União (F45) e toda a sua tripulação. A embarcação irá assumir, em fevereiro de 2015, a função de nau-capitânia a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL) . O exercício aconteceu no início do mês.
Este será o 9° Contingente Brasileiro no Líbano – o Brasil comanda a FTM-UNIFIL desde fevereiro de 2011. Os militares que assumirão a missão foram submetidos a treinamentos prévios, com exercícios protocolados e estabelecidos pelo Departamento de Operações de Paz da ONU.
Os treinamentos no Rio foram coordenados pelo Comando-em-Chefe da Esquadra, organização militar que tem como propósito manter sua frota pronta para atuar.
O exercício incluiu cerca de 250 militares – a tripulação da Fragata -, o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) para um helicóptero Super Lynx (AH-11A), os destacamentos de Fuzileiros Navais (FN) e um de Mergulhadores de Combate (MeC).
Os Fuzileiros Navais compõem o Grupo de Proteção ao Comandante da FTM (Force Protection), sendo empregado, ainda, em eventuais escoltas ou deslocamentos terrestres. Os MeC são empregados como Grupo de Reação a Ameaças Assimétricas (GRAA) e também no destacamento de abordagem. Estes militares são capazes de realizar a abordagem utilizando equipamentos especiais, técnicas de Fast-Rope (rapel) e aproximações por bote.
A
Marinha do Brasil
tem como missão apoiar a Força Naval do Líbano no patrulhamento e no monitoramento do seu mar territorial por meio de Operações de Interdição Marítima (MIO). O objetivo é prevenir a entrada ilegal de armamentos e contrabandos por via marítima em seu território. Também treinar militares da Marinha libanesa para que, no futuro, sejam capazes de assumir o controle de suas águas territoriais.
Exercícios Operacionais
[leiatambem] Os treinamentos do 9° Contingente contemplam situações às quais a nau-capitânia pode ser submetida no Líbano. Foi simulado o exercício de defesa contra ameaça assimétrica, ataque de uma lancha contra o navio brasileiro, e o Controle de Avarias (CAV), onde os militares realizam treinamento simulando combate contra incêndio a bordo.
Em casos de fiscalização de embarcações que apresentam algum nível de ameaça, os mergulhadores de combate partem da Fragata em um helicóptero ou lancha rápida com a ordem para invadirem o navio suspeito. Em seguida, uma equipe de vistoria vai a bordo para procurar armas e, se necessário, levar a embarcação a um porto.
A tripulação da Fragata, como todos os demais navios da Esquadra, já é submetida a um ciclo de adestramentos planejados pela Marinha do Brasil. Todo este processo é fundamental, pois a região apresenta instabilidades provocadas pelo conflito na Síria e tensões fronteiriças entre Líbano e Israel. Além da questão Palestina e do recente recrudescimento por parte de grupos radicais, a área marítima que circunda a região não apresenta grandes problemas e registra intenso tráfego marítimo comercial.
O exercício contou com o apoio dos Centros de Adestramento Almirante Marques de Leão (CAAML), do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) , da Fragata Liberal (empregada como navio assistente para simulação de eventos), do 1º Esquadrão de Aeronaves de Interceptação e Ataque, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque e também de representante da Subchefia de Operações de Paz do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
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