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Encontro no ITA promove troca de experiências entre militares, pesquisadores e indústria de defesa
São José dos Campos (SP), 25/09/2014 – Promover a troca de experiências e informações entre o meio acadêmico militar e a indústria de defesa. Esse é o objetivo do Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa, que acontece até esta quinta-feira (25) no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos.
O coronel Henrique Costa Marques ( foto acima ), instrutor do ITA, explica que o fomento ao intercâmbio é uma prática bastante difundida pelo mundo, alcançando conquistas importantes em países como os Estados Unidos. "Depois das derrotas no Vietnã, a Defesa americana começou a construir um ambiente em que os militares vieram para a área acadêmica, entenderam a parte cientifica, e começaram a expor os problemas operacionais na língua, não só dos cientistas, mas também da indústria de defesa", explicou.
De acordo com o coronel, para pensar em soluções e inovações tecnológicas, é importante que as empresas do setor dialoguem com os especialistas que saibam explicar quais são os problemas operacionais.
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"Juntamos os dois mundos para que as indústrias nos mostrem produtos de defesa que possamos utilizar nas nossas pesquisas, e para que eles também possam usar as nossas pesquisas no desenvolvimento de produtos de defesa", disse o coronel.
O encontro, que é realizado anualmente e está em sua 16ª edição, faz neste ano um balanço das rodadas anteriores e uma
prospecção do que deve ser priorizado no futuro. Além de novas áreas de pesquisa que serão fortalecidas no ITA, como bioengenharia e Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), outra área importante será a de sistemas espaciais. O lançamento do Satélite Geostacionario em 2016 exigirá do Brasil a formação de pessoas capacitadas, já que este será o primeiro artefato 100% controlado pelo país.
"Esse satélite será controlado pelo Condabra (Comando de Defesa Aeroespeacial Brasileiro). Já temos pessoas em treinamento na França, onde o satélite esta sendo construído, mas vamos precisar de uma pós-formação e de profissionais que dominem o tema", explicou o coronel.
O XVI SIGE, sigla criada em 2001, quando o encontro tinha como foco central a Guerra Eletrônica, contou com a contribuição de 33 artigos científicos que foram apresentados no encontro, além de 21 artigos com apresentação em pôster de autoria de integrantes de universidades, institutos de pesquisa e indústrias de defesa.
Robótica e reciclagem
Uma das peças expostas que mais chamou atenção do público foram dois robôs feitos em material reciclado por um servidor da área de eletrônica do ITA. O artista Gilberto Vieira Mendes, bastante conhecido na região do Vale, começou o trabalho nessa área ao ajudar a filha num projeto para a feira de ciências da escola. O interesse dos estudantes e da população foi tão grande que o artista decidiu expandir o projeto.
A ideia do artista é atrair o interesse de crianças e jovens para o mundo da ciência e da tecnologia através do simpático casal de robôs. O modelo feminino, batizado de "Recicleide", foi todo feito com material tecnológico e é movido a energia solar, que abastece uma bateria acoplada e que alimenta dois motores controlados via cabo através de um Joy stic.
Já o modelo masculino, chamado de "Reciclóide", é controlado por celular via sistema Bluetooth.
Fotos: Tereza Sobreira
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
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