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Atletas militares conquistam 48% das medalhas brasileiras nos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Brasília, 27/07/2015 – - Os atletas que representaram as Forças Armadas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto obtiveram um resultado de superação. Subiram 67 vezes ao pódio, o que significa a conquista de quase metade das medalhas obtidas pela delegação brasileira no Canadá (141).
No ranking geral, o Time Brasil ocupou o terceiro lugar no quadro de medalhas. Das 67, 20 de ouro, 18 de prata e 29 de bronze. Natação e judô foram as modalidades mais laureadas entre as Forças Armadas. Contudo, o maior feito entre os militares foi no judô: das 13 medalhas conquistadas pelos brasileiros, 12 vieram pelos braços dos atletas do Projeto de Alto Rendimento do Ministério da Defesa (MD).
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, comentou a façanha dos militares que contribuíram com as vitórias da delegação brasileira. “Este é o primeiro passo e estou certo que virão resultados ainda melhores nos Jogos Mundiais Militares , agora em outubro, e, sobretudo, nas Olimpíadas”, disse.
Dos 590 atletas brasileiros que participaram do Pan, 123 estão ligados diretamente a Marinha , ao Exército ou a Aeronáutica dentro do Programa de Alto Rendimento dos Ministérios da Defesa e do Esporte. Isso significa que, dos militares participantes da competição, 54% deles subiram ao pódio.
A classificação geral do Brasil foi similar ao Pan de Guadalajara em 2011 (141 medalhas/3º lugar). Já o resultado da participação dos militares, em 2011, representou 41 medalhas e contou com 73 atletas na delegação brasileira.
A única campeã mundial do Brasil em piscina curta, a sargento da Marinha Etiene Medeiros, virou também a primeira do país a conquistar o ouro em uma edição dos Jogos Pan-Americanos. O feito obtido nos 100m costas pela pernambucana de 24 anos veio com uma prova perfeita, na qual ela também tornou-se a primeira brasileira a nadar abaixo de um minuto. “Nesse Pan-Americano, pintamos a piscina de verde e amarelo. Juntos! Obrigada a todos pela energia positiva, carinho e todo amor entregue durante as provas”, vibrou a medalhista.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, ressaltou que todas as conquistas vieram de um esforço conjunto de vários entes que contribuem para a evolução do esporte brasileiro. “Queria reiterar que esses resultados alcançados são graças a um trabalho de união de esforços feito em parceria e trabalho em equipe do COB, das confederações brasileiras das modalidades, do Ministério do Esporte, do Ministério da Defesa, do Ministério de Ciência e Tecnologia, e dos patrocinadores", disse.
Destaque
Por tantas vezes em lugar de destaque, o mundo acabou se deparando com um comportamento diferenciado cada vez que a bandeira brasileira era hasteada e o Hino Nacional entoado. Muitos dos militares prestaram continência como forma de respeito e saudação.
Mayra Aguiar, sargento da Marinha e medalha de prata no judô, contou que "é um orgulho poder prestar essa homenagem e lembrar quem está nos ajudando". O judoca do Exército Luciano Correa, medalha de ouro no Pan, disse que prestou continência "pelo orgulho que tem de representar as Forças Armadas".
O número de medalhas obtidas pelos militares pode ser comparado à conquista de delegações inteiras, como por exemplo, da Venezuela (50), oitavo lugar no quadro geral de medalhas. Um resultado de superação que envolve o trabalho contínuo de toda equipe desportiva.
O diretor Departamento de Desporto Militar (DDM) do MD, brigadeiro Carlos Amaral, ressaltou que o objetivo inicial era dar ao time do Comitê Olímpico Brasileiro pelo menos 40% das medalhas conquistadas em Toronto. “Estamos muito felizes com a façanha dos nossos atletas militares. Conseguimos superar nossa meta e agora é intensificar o trabalho para alcançar bons resultados nas próximas competições”, comentou.
Jogos Mundiais Militares
O foco dos militares agora é os 6º Jogos Mundiais Militares (JMM) que acontecerão de 02 a 11 de outubro deste ano, na República da Coreia. O Brasil enviará a maior delegação visitante da competição. Serão cerca de 400 integrantes, entre atletas e comissão técnica, militares e civis. Ao todo, participam da competição cerca de sete mil competidores de 110 países.
Estão previstos para representar o Brasil 308 atletas e 91 integrantes da comissão técnica. A previsão é que a lista final com os atletas participantes seja divulgada no dia 1º de agosto. O país participará da disputa nas 24 modalidades da competição: atletismo, boxe, basquete, ciclismo, futebol, golfe, handebol, judô, maratona, pentatlo moderno, pentatlo naval, pentatlo militar, pentatlo aeronáutico, orientação, natação, triathlon, vôlei, lutas associadas, taekwondo, tiro com arco, esgrima, paraquedismo, vela e tiro esportivo.
A equipe brasileira contará com atletas experientes, como as marinheiras Sarah Menezes, medalha de ouro no judô nos Jogos Olímpicos de Londres, e Mayra Aguiar, campeã mundial de judô; a pentatleta do Exército Yane Marques, medalha de prata em Londres e ouro no Pan; e o coronel da Força Aérea Brasileira Júlio Almeida, medalha de ouro em Toronto.
A meta do Brasil é superar as 111 medalhas conquistadas na última edição do evento, em 2011, no Rio de Janeiro, e ser novamente o país com o maior número de medalhas no mundial. Esses Jogos são considerados de extrema relevância para as Forças Armadas brasileiras e servem como apoio ao esporte nacional, visando à preparação dos atletas que também irão aos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Programa de Alto Rendimento
Por meio do Departamento de Desporto Militar, o Ministério da Defesa organiza a participação militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. Delegações de atletas militares do país participam com regularidade de campeonatos do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM) e da União Desportiva Militar Sudamericana (UDMSA), além de eventos como os Jogos Mundiais Militares.
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O MD atua em parceria com o ministério do Esporte (ME), no sentido de apoiar os atletas de alto rendimento, com vistas à melhoria de seu desempenho, bem como na descoberta de novos talentos esportivos.
Os atletas militares têm direito a soldos, 13º salário, locais para treinamento, recursos humanos qualificados nas comissões técnicas, além de plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento. Os atletas também são beneficiados pelas bolsas Pódio e das categorias Olímpica, Internacional e Nacional do ME.
Para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o Ministério da Defesa realizará ações que assegurem a representação militar na delegação brasileira. A participação das Forças Armadas não se dará apenas com atletas, mas também por meio de integrantes das equipes técnica e de apoio.
Confira os atletas militares medalhistas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
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