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29/09/2011 - DEFESA - Redução das tropas no Haiti deve ser gradual e responsável, afirma ministro da Defesa
Redução das tropas no Haiti deve ser gradual e responsável, afirma ministro da Defesa
Brasília, 29/09/2011
– O ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu nesta quinta-feira, em exposição na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, a redução gradual dos efetivos militares dos países, entre os quais o Brasil, que compõem a Missão para a Estabilização do Haiti (Minustah).
No próximo dia 15, o Conselho de Segurança da ONU deverá se reunir para discutir a renovação do mandato da Missão no país caribenho. Na ocasião, deverá ser aprovada a redução do componente militar da Missão, hoje constituído por cerca de nove mil homens.
Amorim afirmou que essa diminuição deverá ser, numa primeira etapa, de 1.600 soldados, dos quais 250 pertencentes aos batalhões brasileiros. De acordo com o ministro, os homens que compõem o Batalhão de Engenharia deverão continuar no país. O Brasil mantém hoje, aproximadamente, 2.200 soldados na Missão.
Segundo o ministro Celso Amorim, a Minustah, que se iniciou em 2004, cumpriu o papel importante de ajudar o país a restabelecer a normalidade política e institucional. Ele defendeu, porém, uma redução gradual de efetivos. "Não devemos nos eternizar nem sair de forma irresponsável", sublinhou.
Para ele, é importante que a retirada se dê sem que seja percebida como um "desengajamento" das ações do Brasil no Haiti. O ministro também enfatizou que os países que compõem a missão encontram-se hoje frente ao desafio de diminuir a presença militar e ampliar as medidas de ajuda e de desenvolvimento sócio-econômico da ilha.
De acordo com o ministro da Defesa, a atuação do Brasil no Haiti ganhou notoriedade "seja pela qualidade de suas tropas, seja pelas áreas cruciais que ocuparam em Porto Príncipe". A seu ver, a prioridade agora é atuar "no desenvolvimento econômico e utilizar essas ações para galvanizar apoio para o Haiti".
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa