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Dia Internacional da Mulher - Trajetórias inspiradoras que mostram o poder feminino no MD e nas Forças Armadas
Brasília (DF) 6/3/2026 - Conquistas e avanços em meio a desafios diários. O contexto é de perseverança e superação, e marca a trajetória transformadora das mulheres brasileiras. Elas são cerca de 51,1% da população e buscam, cotidianamente, por maior representatividade, equidade e o pleno exercício da cidadania.
O cenário de luta, simbolizado no Dia Internacional da Mulher (8 de março), registra progressos, reconhecidamente notáveis. Histórias escritas com determinação e dedicação que inspiram. A Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Fredo, conhece bem essa realidade; ela é a segunda mulher a ocupar o cargo, assumido em junho de 2025, depois de postos de destaque, também, nos Ministérios da Previdência, Fazenda, Economia e Cidadania. Segundo ela, essa trajetória confirma que as mulheres estão quebrando barreiras e alcançando posições de liderança em áreas que antes eram dominadas por homens.
“Tenho orgulho de fazer parte de uma geração de mulheres que está pavimentando o caminho para as futuras gerações. A presença das mulheres nas Forças Armadas e em outros setores estratégicos do país é fundamental para o desenvolvimento e a segurança nacional. Para isso, é fundamental que tenhamos voz e que nossas contribuições sejam valorizadas e reconhecidas, levando em conta a busca pela igualdade de gênero e a inclusão em todos os níveis da sociedade”, declara Cinara.
MISSÃO MULHER
A Tenente-Coronel aviadora Joyce de Souza Conceição também trilha o caminho da superação e registra em sua carreira de 23 anos a marca do pioneirismo. Natural de Manaus (AM), ela se tornou a primeira mulher a comandar uma Unidade Aérea na Força Aérea Brasileira (FAB). É, ainda, a primeira mulher a pousar no Continente Antártico, pilotando uma aeronave C-130 Hercules, que participava de missões envolvendo o suporte logístico, projeção de poder e cooperação internacional.
Ela atribui a escalada de sucesso à dedicação incondicional aos estudos, disciplina, foco e resiliência. “Para as mulheres pertencentes ou não às Forças Armadas eu diria: não esperem que o caminho esteja totalmente pronto. Preparem-se para caminhar nele e, se necessário, ajudar a construí-lo. Isso aconteceu comigo”. Em uma postura de comprometimento e simplicidade, a oficial reforça que o talento e a capacidade não têm gênero. “Meu maior desejo é que a presença de mulheres em posições de destaque seja algo tão natural que ninguém precise mais comentar sobre isso, porque será a expressão normal de uma sociedade que reconhece e valoriza o mérito de cada indivíduo”, afirma.
A Diretora de Projetos de Engenharia do Exército, Coronel Engenheira Ana Maria Abreu Jorge Teixeira, confirma que a expansão do papel das mulheres nas Forças Armadas é, de fato, consequência do trabalho realizado por elas. “Eu acredito que as mulheres são capazes, que elas podem fazer tudo o que quiserem fazer. Para isso, elas precisam estudar, se capacitar e persistir nos sonhos”, acrescenta. São 29 anos de carreira e a Coronel se orgulha de poder contribuir para o desenvolvimento do país com base em suas capacidades e seu esforço. E destaca: “não adianta querer copiar os homens. Seja mulher”.
Na Marinha do Brasil, a potência feminina abriu espaço com a força de mulheres como a Capitão de Fragata Marcia Andrade Braga. O currículo da oficial estampa o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da Organização das Nações Unidas (ONU), recebido em 2019, pela atuação durante a Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA). A experiência mais enriquecedora da carreira, ela conta. “Eu tinha um trabalho em muitas comunidades locais, eu era assessora de proteção de civis. Era uma responsabilidade muito grande. Então, ali, eu fazia reuniões com as mulheres, porque elas eram as mais afetadas pelo conflito. O fato de eu ser mulher me aproximava muito daquela comunidade. A população via a mulher com um caráter menos ofensivo”.
Pela competência, a Capitão de Fragata também é reconhecida por ter sido a primeira oficial a comandar o Escritório de Assuntos Militares do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas. Hoje, é considerada uma das maiores referências do Brasil em diplomacia e igualdade de gênero no ambiente militar
O PRESENTE NO FUTURO
Aos 18 anos, Heloisa Ferreira Avelar segue os passos daquelas que abriram novas fronteiras e escolheu assinar seu nome na história de vanguarda das Forças Armadas. Ela integra a primeira turma de mulheres incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino Voluntário, uma iniciativa inédita do Ministério da Defesa para promover igualdade e diversidade e modernizar a estrutura militar. O momento é muito significativo, avalia a jovem. “Essa nossa conquista é uma porta aberta e vai inspirar outras meninas. Na minha casa eu já estou inspirando a minha irmã mais nova, que agora pretende seguir meus passos. Eu digo sempre, e acredito, daqui para frente, a gente vai conquistar o nosso espaço aqui dentro”, destaca. Para ela, a palavra-chave é persistência. “Por mais difícil que seja conquistar o nosso espaço, não podemos desistir”, completa.
PRESENÇA FEMININA NO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS
De forma histórica, o Brasil começa a consolidar a presença feminina no topo da hierarquia militar. Ao todo, já são 12 mulheres promovidas ao posto de Oficial-General, marcando uma transição da atuação majoritariamente de suporte para funções de comando de alto nível. São sete na Marinha e cinco na Força Aérea, além de uma promoção post mortem. De forma inédita, o Exército também propôs uma mulher para o posto de General de Brigada. A promoção será confirmada por meio de decreto.
Por Bruna Lima
Fotos: Divulgação
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
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