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Desenvolvimento produtivo
Sudene e INSA avançam em Minas Gerais na implantação de sementeiras de palma forrageira no Semiárido
Serão implantados 18 campos de multiplicação de palma distribuídos em municípios do Semiárido. Foto: Elvis Aleluia/ Sudene
Minas Novas (MG) - Equipes da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) estão no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, realizando visitas técnicas para a seleção de áreas destinadas à implantação de sementeiras de palma forrageira. A ação integra o projeto Inova Palma, iniciativa voltada à expansão do cultivo da cultura no Semiárido brasileiro, com foco na redução da vulnerabilidade da agropecuária regional e no aumento da renda das famílias agricultoras.
De acordo com o engenheiro agrônomo José Aíldo, coordenador do Inova Palma, serão implantados 18 campos de multiplicação de palma forrageira, com área de 0,75 hectare cada, distribuídos em municípios do Semiárido. “Com investimento de R$ 2,6 milhões e duração de 41 meses, o projeto será executado em seis estados. Já realizamos visitas técnicas na Paraíba e no Rio Grande do Norte e, nos próximos meses, avançaremos na definição dos municípios de Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe”, destacou.
A metodologia do projeto inclui a seleção e caracterização das áreas, análises físico-químicas do solo, preparo do terreno, aquisição de cladódios-semente, plantio, adubação, tratos culturais e monitoramento climático. A colheita ocorrerá de forma periódica, com distribuição dos cladódios produzidos a agricultores locais, visando ampliar as áreas de cultivo de palma no Semiárido.
O projeto também contempla ações de difusão tecnológica, como dias de campo, cursos de capacitação, intercâmbios, visitas técnicas e divulgação em mídias digitais. “Essas atividades fortalecem a transferência de conhecimento e estimulam a adoção de práticas produtivas inovadoras pelos produtores rurais”, afirmou José Aíldo.
Como contrapartida, os beneficiários que receberem cladódios-semente deverão devolver parte do material na primeira colheita, assegurando a multiplicação das mudas e a ampliação do alcance da iniciativa.
Por Andrea Pinheiro
