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Projeção de orçamento do FNE para 2022 é de R$ 26,6 bilhões

O valor faz parte da proposta de programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que trata das condições de financiamento para o próximo ano.
Publicado em 29/09/2021 17h18
FNE dará prioridade para setor energético

FNE 2022 dará prioridade a setores estratégicos da economia nordestina, como o energético. Foto: Freepik.com (ilustrativa).

A proposta foi apresentada hoje (29) pelo BNB, em evento online transmitido pelo Youtube, que contou com a participação do diretor de Fundos, Incentivos e Atração de Investimentos da Sudene, Sérgio Wanderley. O orçamento de R$ 26,6 bilhões representa um crescimento de 10,37% em relação ao deste ano e de 12,2% referente ao orçamento direcionado aos portes prioritários. A programação vem sendo construída de forma participativa, com a contribuição dos estados.

Segundo o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, até o final de outubro, o plano de aplicação regional consolidado será encaminhado ao MDR e à Sudene, para posterior apreciação do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. O gestor destacou a importância da contribuição dos parceiros na proposta de programação do FNE, um fundo que, segundo ele, é fundamental para o setor produtivo da região.

A expectativa é de que sejam destinados R$ 7,43 bilhões para a estratégia “FNE Energia Renovável”, recursos relacionados à infraestrutura para enfrentamento da crise hídrica/energética. O objetivo é promover o desenvolvimento de empreendimentos e atividades econômicas que propiciem ou fortaleçam a oferta do setor de geração de energia elétrica por fontes renováveis, de acordo com o superintendente de Políticas de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Nordeste, Henrique Tinoco.

O financiamento vai contemplar todos os segmentos que possam contribuir para a geração de energia de matriz limpa (como hidrogênio verde, geração eólica e fotovoltaica), projetos que contemplem a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia, além de mini e microgeração de energia fotovoltaica. Para Tinoco, o Banco do Nordeste, o MDR e a Sudene podem protagonizar uma resposta à atual crise hídrica/energética, através do “maior instrumento de política de desenvolvimento regional” (o FNE), que pode atuar para “potencializar as vocações claras da nossa região, na questão das energias solar e eólica”.

O Superintendente de Supervisão da Rede de Agências do Banco do Nordeste, Luiz Alberto Amorim, apresentou a proposta de divisão dos recursos por estado, que prevê R$ 793,6 milhões para Alagoas, R$ 6.879,3 milhões (BA), R$ 4.052,0 (CE), R$ 387,8 milhões (ES), R$ 2.760,6 milhões (MA), R$ 1.320,6 milhões (MG), R$ 1.430,9 milhões (PB), R$ 3.803,4 milhões (PE), R$ 2.560,7 (PI), R$ 1.684,9 milhões (RN) e R$ 926,0 milhões (SE). Os 1.262 municípios do semiárido devem ser contemplados com R$ 9,35 bilhões. Serão destinados R$ 18,6 bilhões (no mínimo) para municípios classificados como prioritários pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

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