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NOVOS POSTOS DE TRABALHO
Nordeste mantém sequência positiva e registra saldo superior a 36 mil novos empregos em junho
O setor de Serviços registrou 14.988 novos postos de trabalho em junho, com destaque para as "Atividades Administrativas e Serviços Complementares" Foto: Depositphotos
Recife (PE) – O Nordeste apresentou, no último mês de junho, um saldo positivo de 36.405 novos postos de trabalho e foi responsável por 21,9% do saldo de 166.621 novos empregos no País. No primeiro semestre, o Nordeste gerou 163.709 empregos, equivalente a 13,4% do total criado pelo País. Esse número representa uma média de aproximadamente 27,3 mil empregos líquidos por mês e “mantém a sequência de saldos positivos na Região iniciada em abril”, destaca Miguel Vieira de Araújo, economista da Coordenação de Avaliação e Estudos da Sudene.
O estudo feito pela Autarquia, com base no resultado divulgado pelo Caged, constatou que todos os estados nordestinos obtiveram resultado positivo, com destaque para Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco, que contribuíram com 7.984, 7.320, 6.247 e 5.179 novos postos de trabalho, respectivamente. Esses números equivalem a 21,9%, 20,1%, 17,2% e 14,2% do total de empregos gerados pela Região. Na sequência, aparecem Piauí (2.745), Sergipe (2.407), Alagoas (2.245), Rio Grande do Norte (1.763) e Paraíba (515).
Ao fazer um recorte setorial, o ramo de Serviços como destaque, com o registro de 14.988 novos postos de trabalho. Na sequência, vieram Indústria (8.668) e Comércio (7.839). Em valores absolutos, o setor de serviços se destacou na Bahia, com saldo de 3.238 novos postos de trabalho, além de Ceará (3.040), Maranhão (2.353) e Pernambuco (2.128). Segundo Miguel, “desagregando-se um pouco mais o setor de Serviços, é possível observar que as chamadas “Atividades Administrativas e Serviços Complementares”, assim como no mês passado, foram as grandes impulsionadoras, com 6.985 novos postos de trabalho, o que corresponde a 46,6% do saldo do setor na região”.
Considerando a proporção em relação ao saldo total de cada estado, o setor de Serviços se destacou em quase todas as unidades federativas, sendo responsável pela maior parte do saldo positivo em seis estados, com exceção de Piauí, Alagoas e Rio Grande do Norte (nos dois primeiros o maior saldo foi na Indústria e, no terceiro, na Agropecuária). Na Paraíba, o saldo do setor de Serviços respondeu por quase o triplo do saldo total do estado.
Miguel chama a atenção, ainda, para “o forte resultado no setor Industrial, com saldo de 8.668 novos postos de trabalho, consolidando a recuperação iniciada em maio, número que representa 23,8% do saldo total da Região”. A indústria se sobressaiu na Bahia, com 2.127 novos postos de trabalho, vindo na sequência os estados de Alagoas (1.438), Pernambuco (1.394), Maranhão (1.263), Ceará (903), Piauí (763), Paraíba (329), Rio Grande do Norte (287) e Sergipe (164), todos com saldos positivos.
De acordo com o estudo da Sudene, “em termos proporcionais, os novos postos da Indústria representaram quase dois terços do saldo total de Alagoas e da Paraíba, sendo o setor com a maior participação naquele e com a segunda maior participação neste”.
O Comércio apresentou melhor desempenho nos estados da Bahia, Ceará e Maranhão, com saldos de 1.673, 1.490 e 1.280 novos postos de trabalho, respectivamente, representando 56,7% do saldo do setor na região. Na Paraíba, ele foi responsável por 138,4% do saldo. A Construção se destacou no Ceará e no Maranhão, com 1.554 e 1.060 novos postos de trabalho, respectivamente. Já o setor agropecuário apresentou um saldo de 3.989 novos postos de trabalho, sendo impulsionado pelos 1.076 e 973 novos postos do Rio Grande do Norte e da Bahia, respectivamente, o que representa 51,4% do saldo da Região no setor.
Por Carla Pimentel