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NOTA À IMPRENSA
Dois casos suspeitos de ebola são descartados no Brasil
O Ministério da Saúde confirma que foram descartados os dois casos suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola (DVE) notificados no Brasil, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. A investigação seguiu os protocolos nacionais para febres hemorrágicas virais, adotados desde 16 de maio após a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em razão do surto registrado na República Democrática do Congo. Nesta segunda-feira (1º), a pasta publicou uma nota técnica para reforçar, junto a estados e municípios, as ações de vigilância, preparação e resposta à doença.
No Rio de Janeiro, um viajante procedente de Uganda e hospedado no bairro de Vila Isabel, que apresentou calafrios, tosse e diarreia, teve resultado negativo para ebola após exames realizados em amostras de saliva, urina e sangue pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O diagnóstico foi confirmado para malária. A rápida resposta do SUS permitiu o início imediato do tratamento adequado ao caso. Com evolução clínica favorável, o paciente recebeu alta nesta segunda-feira (1º) e seguirá o tratamento para malária.
Em São Paulo, a suspeita de ebola também foi descartada em um paciente de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) confirmaram o diagnóstico de doença meningocócica. Com atuação imediata das equipes de saúde, o paciente recebeu diagnóstico e iniciou rapidamente o tratamento para a doença. Ele segue recebendo toda a assistência necessária e já apresenta melhora clínica.
O Brasil conta com protocolos para detecção, investigação e resposta a suspeitas de febres hemorrágicas virais. As orientações preveem isolamento imediato do paciente ao primeiro atendimento, notificação de casos suspeitos aos Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) em até 24 horas e monitoramento ativo de contactantes por 21 dias. O descarte laboratorial exige dois resultados negativos quando a primeira amostra é coletada antes de três dias do início dos sintomas. Em caso de transmissão sustentada, está prevista a ampliação da capacidade assistencial com abertura de novos leitos e reforço de equipes e insumos.
Os casos suspeitos são encaminhados aos hospitais de referência nacional, INI/Fiocruz (Rio de Janeiro) e Instituto de Infectologia Emílio Ribas (São Paulo), e os exames laboratoriais são realizados exclusivamente nos laboratórios de referência definidos pelo Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde reforça que o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. Viajantes com destino a áreas afetadas devem seguir as orientações das autoridades sanitárias locais, manter a higiene frequente das mãos, evitar contato com pessoas doentes e animais silvestres e buscar informações em fontes oficiais.
Ministério da Saúde